O VUCO-VUCO DO BUTANTÃ E A POLÍCIA DE MENTIRINHA


 



O CPP feminino do Butantã

Que fica na zona oeste da cidade;

É uma daquelas cadeias do Estado

Que não param de dar novidade.

 

Quando não é troca de diretoria

Ou jogo de empurra-empurra de autoridade

É ameaça de desabar o prédio

Ou fuga cinematográfica de celebridade.

 

No Butantã tudo é imprevisível

Muito além do que se imagina;

As pessoas sabem como o dia começa

Mas nunca sabem como o dia termina.

 

Acontece que num desses dias atrás

Com umas tatuagens meio esquisitas;

Chegou um sujeito todo ouriçado

Pra resolver um QTC sobre sua visita.

 

Figurinha carimbada da casa

E carteirinha de visitante contumaz;

O meliante gostava de pagar de “brabão

Mas com as mulheres policiais.

 

Após cumprir uns dias de punição

Por comportamentos inabituais;

Ele voltou na cadeia cheio de marra

Proferindo ofensas contra os policiais.

 

Com um celular na mão fez ameaças

Mostrando tudo que reportava;

Falando saber das placas dos carros

E das casas onde os guarda moravam.

 

Chamou os policiais de bando de otários

E que uns já estavam na sua lista;

E falou que era membro de uma facção

Que atua dentro e fora dos presídios paulistas.

 

Foi então que temerosos em abordar o meliante

E evitar qualquer tipo de mal;

Os policiais ligaram para o 190

E pediram uma viatura policial.

 

Ao chegarem ao local os policiais militares

Ficaram chocados com a notícia;

Porque, que os policiais penais do Butantã

Precisaram chamar a polícia.

 

Certa pessoa falou que os policiais da cadeia

Ficaram com receio de prender o bandido;

E lembraram do caso do Márcio Abdala

Que fez papel de polícia e acabou demitido.

 

Toda sem graça a rapaziada do Butantã

Não tem mais aquele ímpeto que tinha;

Porque o Governo Tarcísio faz a Polícia Penal

Ser uma Polícia de mentirinha.

 

Uma polícia sem uniforme

E sem funcional de verdade também;

Sem uma arma acautelada

E sem autoridade pra prender ninguém.

 

Policiais indo fazer custódia

Com o descaso indo mais além;

Não têm arma do Estado pra se defender

E proibidos de usarem a arma que têm.

 

Na SAP não tem muito o que fazer

É sentar e esperar sua vez;

Porque o DGPP é devagar quase parando

E o secretário um vaso chinês.

 

Se as coisas continuarem como estão

Não fique muito surpreso;

Se o preso entrar vestido de guarda

E o guarda sair vestido de preso.

 

 

 

 

 


Comentários

  1. Que poema. Só fala a realidade não só do Butantã mas de várias cadeias...parabéns Poeta, nosso Deputado Federal 5022👏👏

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