A DIRETORIA DO CDP I DO BELÉM E A HISTÓRIA DOS PRESOS QUE RECEBERAM PERDÃO


 

Quando Jesus ainda estava no mundo

Segundo relata o Evangelho de João;

Ele condicionou o ‘ser perdoado’

Somente pra quem concede o perdão.

 

Como ele sabia que os homens eram maus

Fez uma coisa bem amarrada;

A pessoa que não libera perdão

Também não pode ser perdoada.

 

Pra quem deseja as bênçãos de Deus

E almeja alcançar a salvação;

Precisa fazer o que ensina Jesus

E seguir os exemplos que dá João.

 

Entretanto no CDP l do Belém

Se segue à risca essa filosofia;

E perdoar quem faz coisa errada

É bem a cara da diretoria.

 

Acontece que num desses dias atrás

Com todo compromisso que se pode esperar;

Os guardas pegaram três presos entrando

Com carregadores de celular.

 

Ali no CDP l do Belém

Tem uma obra que nunca termina;

E quem toca o serviço é um grupo de presos

De confiança do disciplina.

 

Segundo um dos guardas que pediu sigilo

A caminhada já tinha um destino certo;

Lideranças do crime que têm celular

Lá dentro da ala do semiaberto.

 

Perspicaz a rapaziada do CDP l do Belém

Fez o que era pra se fazer;

Deu o enquadro, colocou no papel

E mandou os malandros pro RCD.

 

Foi então que os guardas ao chegarem

No plantão seguinte ao ocorrido;

Os presos estavam transitando lá fora

Como se nada tivesse acontecido.

 

Perguntados como se livraram do pote

Pra estarem ali logo no outro dia;

Eles falaram que se arrependeram

E receberam o perdão da diretoria.

 

Juraram também que não levam mais nada

Nem de fora pra dentro nem de dentro pra fora;

E que essa foi a última vez

Porque a diretoria é muito da hora.

 

O uso dissimulado de celular na cadeia

Segundo o Procedimento Interno Padrão;

Configura falta de cunho grave

Além de passiva de punição.

 

Revoltados os Policiais Penais do Belém

Que morrem de medo de PAD;

Sabem que mesmo se forem inocentes

Não vão ter o perdão do DGPP.

 

Se um guarda ralar uma viatura

Ou marcar o seu ponto fora do horário;

Pode dar sindicância ou um terço do dia:

Descontados no seu salário.

 

Enquanto isso os presos do CDP l do Belém

Que tentaram entrar com os carregadores;

Se fizerem de novo eles sabem que podem

Ser perdoados pelos diretores.

 

Mas falam também que estão tranquilos

E com suas almas cheias de luz;

E que se receberem a punição dos homens

Eles receberão o perdão de Jesus.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


O CDP DE MAUÁ E A HISTÓRIA DAS CABRITAS QUE COMERAM LÃ DE VIDRO



As cabritas são mamíferos herbívoros

Diferentes de alguns animais;

Que após sua fase de lactação

Se alimentam somente de vegetais.

 

Como elas têm quatro estômagos

Onde é processada a alimentação;

As fases terminam no obamaso

Pra concluir o processo de digestão.

 

Se as cabritas comem um algo estranho

Que seja impossível de estar remoendo;

Essa coisa vai pro segundo estômago

E a cabrita pode acabar morrendo.

 

Todavia foi que num desses dias

Aconteceu uma coisa de espantar;

Com uns carneiros e umas cabritas

Que tinham ali no CDP de Mauá.

  

Em Mauá, como na maioria das cadeias

Que mantém animais em áreas restritas;

A diretoria tem ali um rebanho

De carneiros e de cabritas.

 

Mas segundo um guarda que trabalha ali

Que pediu que seu nome fosse preservado;

O teto da cozinha que já estava cedendo

Teria ruído e desabado.

 

O CDP de Mauá é um prédio de andares

Desde quando foi construído;

E o forro da cozinha é uma gambiarra

Com painéis acústicos de lã de vidro.

 

Com grave risco de acidentes

Como na maioria das cadeias do Estado;

De tão mal cuidado o teto caiu

E foi lã de vidro pra todo lado.

 

Após o ocorrido, o Diretor da cadeia

Procurou dar um paradeiro;

E mandou que jogassem as lãs de vidro

Onde ficam as cabritas e os carneiros.

 

Foi então que, um guarda mais ponderado

Ficou com uma pulga atrás da oreia;

Quando viu que as cabritas e os carneiros

Apareceram mortos atras da cadeia.

 

Até hoje ninguém sabe dizer de fato

O que os animais teriam comido;

Se foi a boia dos presos

Ou se foram as placas de lã de vidro.

 

Também ninguém sabe dizer na real

O que fizeram com os animais;

Se foram enterrados atrás da cadeia

Ou jogados num córrego que tem logo atrás.

 

Preocupado o Diretor da unidade

Pediu atenção redobrada;

Com medo de a lã ter caído

Na comida da rapaziada.

 

Mas pediu por precaução

O guarda levar sua própria marmita;

Evitar de almoçar na cozinha

E evitar de comer cabrita.

 

 

 

 

O CDP DE MAUÁ E A VAGA EXCLUSIVA DA ESPOSA DO DIRETOR



A cidade de Mauá na região do ABC Paulista

É um importante polo industrial;

Com forte atuação no empreendedorismo

E na atividade comercial.

 

Do complexo petroquímico de Capuava,

Indústrias de cosméticos e construção;

A centros de distribuição do varejo

E condomínios logísticos de alto padrão.

 

Segundo dados do IBGE

Que o censo de dois mil e vinte dois aferiu

A população de Mauá vem crescendo

E já passa de quatrocentos e trinta mil

 

No centro lotado da cidade de Mauá

Que fica mais próximo das zonas oeste e sul;

Pra conter o fluxo a prefeitura montou

Um esquema diferente de zona azul.

 

A pessoa chega encontra uma vaga

E estaciona num sistema rotativo;

De controle cem por cento digital

Após fazer o cadastro num aplicativo.

 

Caso a pessoa extrapole o tempo

Ou não recolha o TPU de bobeira;

Ela é multada em cento e noventa e cinco reais

E perde cinco pontos na sua carteira.

 

Entretanto acontece que no CDP de Mauá

Onde a prefeitura não tem um poder ativo;

Tem uma vaga pro carro do diretor da cadeia

E outra vaga pro diretor administrativo.

 

Há também uma vaga que está sempre vazia

Com um cone colocado ali na surdina;

E os guardas falam que a vaga é exclusiva

Da esposa do Diretor de Disciplina.

 

Se alguém põe o carro na vaga dela

Ela nem perde o tempo em estressar

Ela liga pra ele e ele liga na cadeia

E manda o dono imediatamente tirar.

 

Segundo uma pessoa que trabalha em Mauá

Mas morre de medo de falar onde;

Esses dias um guarda colocou o carro na vaga

E quase levou um bonde.

 

Ciente que podia sofrer represálias

E ouvir da boca dela um escarcéu;

O guarda agora deixa o seu carro lá fora

Com medo de ir parar no papel.

 

Mas segundo também outra pessoa falou

A situação no CDP de Mauá anda feia;

Porque além de mandar no marido

É ela quem manda também na cadeia.

 

É ela a responsável por fazer as escalas

Das Dejep’s distribuídas aos policiais;

E até pro marido, o disciplina

Ela ajeita horários especiais.

 

Dá bronca nos guardas, paga rajada

E sempre posa de tagarela;

Do oficial administrativo ao Diretor da Cadeia

Todo mundo morre de medo dela.

 

Em Mauá os guardas estão revoltados

E com visível5visível5 descontentamento;

Porque tá tão difícil arrumar uma dejep

Como arrumar uma vaga no estacionamento.

 

Cobrado pelos guardas o Diretor Geral

Falou que até gostaria;

Mas que não vai mexer com ela

Pra não pôr em risco seu cargo de diretoria.

 

Mas falou também que se der falatório

Ele vai acabar com as mazelas;

Vai tirar o disciplina da vaga dele

E vai pôr um outro na vaga dela.

 

 

 

 

 

 

 

 

O ESCÂNDALO NA POLÍCIA PENAL E A DANIELA VORCARO DE SANT'ANA



Quando todos achavam que acabaram os escândalos

Envolvendo políticos e empresários;

Explodiu esse caso do Banco Master

E do banqueiro Daniel Vorcaro.

 

Daniel Vorcaro é um jovem banqueiro

Que carregou toda a malandragem consigo;

Roubando dinheiro dos aposentados

E distribuindo entre políticos e amigos.

 

Como o uso do cachimbo deixa a boca torta

E quem tem dinheiro não implora favores;

Daniel Vorcaro conseguiu a façanha

De fazer um montão de imitadores.

 

Entretanto corre aí pelas cadeias do Estado

E não é meramente boato o que ‘falaro’;

Que na Penitenciária Feminina de Sant’Ana

Agora tem uma Daniela Vorcaro.

 

Responsável pelo setor de compras

De materiais e alimentação;

A Daniela Vorcaro viu tanto dinheiro

Que acabou caindo em tentação.

 

Segundo uma reportagem que está circulando

Num jornal que versa publicações;

A Daniela Vorcaro desviou de Sant’Ana

Algo em torno de uns quatro ou cinco milhões.

 

Segundo ainda a reportagem

No escopo do que conseguiu até então apurar;

Ela desviava dinheiro de compras

E jogava numa conta particular.

 

Certa guarda que trabalha em Sant’Ana

E que já trabalhou com a Daniela Vorcaro;

Ela andava vestindo roupas de marca

E usando perfumes caros.

 

Calçando sapatos da Jimmy Choo

E vestindo calças Dolce & Gabbana;

Uma vida aquém das pobres mortais

Que passam doze horas trancando presa em Sant’Ana.

 

Da mesma forma que fez Daniel Vorcaro

Tentando fugir para qualquer lado;

Ela tentou pedir exoneração

Mas acabou foi metendo um atestado.

 

Com medo de fazer uma busca profunda

E descobrir peixe grande envolvido com ela;

A corregedoria abriu um PAD

Pra investigar os esquemas da Daniela.

 

Na Penitenciária Feminina de Sant’Ana

O silêncio é total e ninguém tá ‘falano’;

Todo mundo acha que vai dar em nada

E vão acabar é passando um pano.

 

Mas a turma em Sant’Ana está curiosa

E contando os minutos com a mão na tocha;

Pra saber se teve festinhas com garotos suíços

Ou com algum ASP de Franco da Rocha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A VISITA DO ILUSTRE DGPP E A MAQUIAGEM DE PIRAJUÍ


 


A maquiagem é um fenômeno de estética

Que vem desde lá dos tempos detrás;

E no passar dos anos difundida como cultura

Pelas civilizações orientais.

 

Como naquela época a temperatura era inconstante

As vezes calor e as vezes friagem;

Para as mulheres manterem a beleza

Os inventores criaram a maquiagem.

 

O blush pra bochechas foi inventado na Grécia

Na África inventaram a henna pra mão;

O batom e a base no Egito antigo

E o pó facial no Japão.

 

Os egípcios inventaram também o perfume

O rímel, o esmalte e o delineador;

É por isso que as mulheres egípcias

Eram um ser tão encantador.

 

A maquiagem tem o poder da beleza

E fazer dos pesares o devaneio;

Transformando em novo o que é velho

E transformando em bonito o que é feio.

 

Foi daí que com essa ideia forjada de maquiagem

Tipo coisa de, só pra inglês ver;

Que a feminina de Pirajuí foi maquiada

Pra receber a visita do ilustre DGPP.

 

Segundo uma guarda que trabalha lá dentro

A terça feira foi de agitação;

A Diretora Doutora Graziela Fernandes

Mandou expedir uma convocação.

 

Numa mensagem enviada pelo whasapp

Acompanhada de figurinha;

Mandou as guardas irem de calça jeans

E aquela camisa de ASP azulzinha.

 

Mandou suspender a folga SAP de todas

E não quer ninguém fazendo carinha;

Pro DGPP saber que em Pirajuí

A cadeia tá redondinha.

 

Entretanto segundo uma outra guarda

Que não vê a hora de ir embora;

A Penitenciária Feminina de Pirajuí

Tá sendo maquiada por dentro e por fora.

 

Essa guarda falou que até o Disciplina

Ficou com as presas trabalhando até tarde;

E estava todo melado de tinta

Pintando as paredes, o chão e as grades.

 

O festival de pintura e de maquiagem

Por trás de toda essa enganação;

Esconde uma cadeia desmantelada

Sem cuidados e sem manutenção.

 

Sistema de tranca eletrônica quebrado

Sem iluminação, sem radio HT;

E uma realidade que não engana ninguém

Pra tentar enganar o DGPP.

 

Revoltadas as guardas falaram

Que em Pirajuí sempre foi assim;

Como quando a cadeia foi maquiada

Pra receber a visita do Edson Fachin.

 

Se preparando para o grande dia

E fazendo de tudo para não perdê-lo;

A diretora Graziela correu pro salão

Pra dar um tapa nas unhas e no cabelo.

 

Mas falou que pra agradar ao DGPP

Caso mesmo ela não seja trocada;

Vai mudar a coloração dos cabelos

Mas vai ficar com sua cara lavada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


O VUCO-VUCO DO BUTANTÃ E A POLÍCIA DE MENTIRINHA


 



O CPP feminino do Butantã

Que fica na zona oeste da cidade;

É uma daquelas cadeias do Estado

Que não param de dar novidade.

 

Quando não é troca de diretoria

Ou jogo de empurra-empurra de autoridade

É ameaça de desabar o prédio

Ou fuga cinematográfica de celebridade.

 

No Butantã tudo é imprevisível

Muito além do que se imagina;

As pessoas sabem como o dia começa

Mas nunca sabem como o dia termina.

 

Acontece que num desses dias atrás

Com umas tatuagens meio esquisitas;

Chegou um sujeito todo ouriçado

Pra resolver um QTC sobre sua visita.

 

Figurinha carimbada da casa

E carteirinha de visitante contumaz;

O meliante gostava de pagar de “brabão

Mas com as mulheres policiais.

 

Após cumprir uns dias de punição

Por comportamentos inabituais;

Ele voltou na cadeia cheio de marra

Proferindo ofensas contra os policiais.

 

Com um celular na mão fez ameaças

Mostrando tudo que reportava;

Falando saber das placas dos carros

E das casas onde os guarda moravam.

 

Chamou os policiais de bando de otários

E que uns já estavam na sua lista;

E falou que era membro de uma facção

Que atua dentro e fora dos presídios paulistas.

 

Foi então que temerosos em abordar o meliante

E evitar qualquer tipo de mal;

Os policiais ligaram para o 190

E pediram uma viatura policial.

 

Ao chegarem ao local os policiais militares

Ficaram chocados com a notícia;

Porque, que os policiais penais do Butantã

Precisaram chamar a polícia.

 

Certa pessoa falou que os policiais da cadeia

Ficaram com receio de prender o bandido;

E lembraram do caso do Márcio Abdala

Que fez papel de polícia e acabou demitido.

 

Toda sem graça a rapaziada do Butantã

Não tem mais aquele ímpeto que tinha;

Porque o Governo Tarcísio faz a Polícia Penal

Ser uma Polícia de mentirinha.

 

Uma polícia sem uniforme

E sem funcional de verdade também;

Sem uma arma acautelada

E sem autoridade pra prender ninguém.

 

Policiais indo fazer custódia

Com o descaso indo mais além;

Não têm arma do Estado pra se defender

E proibidos de usarem a arma que têm.

 

Na SAP não tem muito o que fazer

É sentar e esperar sua vez;

Porque o DGPP é devagar quase parando

E o secretário um vaso chinês.

 

Se as coisas continuarem como estão

Não fique muito surpreso;

Se o preso entrar vestido de guarda

E o guarda sair vestido de preso.

 

 

 

 

 


A PENITENCIÁRIA DE REGISTRO E O DIRETOR QUE TEM RAIVA DE CELULAR



Quando a Coroa Portuguesa consolidou

Seu segundo período colonial;

Eles desceram às margens do Ribeira de Iguape

E criaram o primeiro posto fiscal.

 

Com o fim no local, do ciclo do ouro

E o posto fiscal fechado;

A população sedentária e seus viajantes

Formaram ali um povoado.

 

Por ação da chegada dos japoneses

E o ciclo migratório que foi imprevisto;

Às margens do Rio Ribeira de Iguape

Fundaram a cidade que hoje é Registro.

 

Distante de grandes centros populacionais

E um povo bastante acolhedor;

A cidade possui a mesma brandura

Que possuem as cidades do interior.

 

Mesmo com índices abaixo da média

De furtos, roubos e homicídios;

Registro como outras cidades paulistas

Também ganhou de presente um presídio.

 

Mas corre aí pelas cadeias da baixada

Uma notícia que é de alarmar;

Que o Diretor Geral da penitenciária de Registro

Parece que tem raiva de celular.

 

Ninguém sabe ainda o motivo do ranço

E por hora ninguém consegue entende-lo;

E não se sabe se é raiva do telefone

Ou se é raiva do aparelho.

 

Segundo um guarda que trabalha ali

Ele teria feito uma reunião;

E na frente dos guardas e dos funcionários

Baixado um decreto com a proibição.

 

Proibiu a rapaziada de usar celular

E prometeu que abriria procedimento;

Caso alguém fosse pego telefonando

Até dentro do carro no estacionamento.

 

Também no perímetro que circunda a unidade

E na área externa da sub portaria;

E até no trevo pra entrar na unidade

No sentido São Paulo da rodovia.

 

Mas certo guarda que trabalha lá dentro

E pediu de joelhos total discrição;

Falou que em Registro é aquele ditado:

Quem vê cara não vê coração.

 

Falou que ele faz um jogo de marketing

Pra mostrar serviço pro coordenador;

E que protege alguns de seus chegados

Que usam o Whatsapp no computador.

 

Com a cobertura do Diretor eles sabem

Que é tranquilo e ninguém monitora;

E dá pra usar o Whatsapp lá dentro

Como se estivesse usando lá fora.

 

Outra funcionária que não é da panela

Falou que não é língua de trapo;

Mas jura que viu um de seus puxa-saco

Conversando num grupo de bate-papo.

 

O cara agenda médico, acessa banco

E a tela oculta ninguém vê nada;

Conversa com grupos de seus amigos

E troca figurinhas com a namorada.

 

Na unidade a maioria dos funcionários

Que precisam se comunicar;

Não entendem porque que ele

Tem tanta raiva de celular.

 

Ninguém sabe se é de tanto fazer blitz

Que ele pegou esse trauma também;

Ou flagrou alguém em sua casa

Trocando mensagens com outro alguém.

 

Em Registro os guardas lotados ali

E longe de suas casas algumas milhas;

Ficam chateados por não poderem

Falar muitas vezes com suas famílias.

 

Por sua vez o coordenador Doutor Rosemiro

Falou que por enquanto não vai opinar;

Porque ele achava que em Registro, a cadeia

Estava totalmente fora do ar.

 

Mas disse que vai ver se instala um bloqueador

Diferente dos outros presídios;

Pra pegar quem anda trocando mensagens,

Que tipos de fotos e que tipos de vídeos.