O CDP DE MAUÁ E A VAGA EXCLUSIVA DA ESPOSA DO DIRETOR



A cidade de Mauá na região do ABC Paulista

É um importante polo industrial;

Com forte atuação no empreendedorismo

E na atividade comercial.

 

Do complexo petroquímico de Capuava,

Indústrias de cosméticos e construção;

A centros de distribuição do varejo

E condomínios logísticos de alto padrão.

 

Segundo dados do IBGE

Que o censo de dois mil e vinte dois aferiu

A população de Mauá vem crescendo

E já passa de quatrocentos e trinta mil

 

No centro lotado da cidade de Mauá

Que fica mais próximo das zonas oeste e sul;

Pra conter o fluxo a prefeitura montou

Um esquema diferente de zona azul.

 

A pessoa chega encontra uma vaga

E estaciona num sistema rotativo;

De controle cem por cento digital

Após fazer o cadastro num aplicativo.

 

Caso a pessoa extrapole o tempo

Ou não recolha o TPU de bobeira;

Ela é multada em cento e noventa e cinco reais

E perde cinco pontos na sua carteira.

 

Entretanto acontece que no CDP de Mauá

Onde a prefeitura não tem um poder ativo;

Tem uma vaga pro carro do diretor da cadeia

E outra vaga pro diretor administrativo.

 

Há também uma vaga que está sempre vazia

Com um cone colocado ali na surdina;

E os guardas falam que a vaga é exclusiva

Da esposa do Diretor de Disciplina.

 

Se alguém põe o carro na vaga dela

Ela nem perde o tempo em estressar

Ela liga pra ele e ele liga na cadeia

E manda o dono imediatamente tirar.

 

Segundo uma pessoa que trabalha em Mauá

Mas morre de medo de falar onde;

Esses dias um guarda colocou o carro na vaga

E quase levou um bonde.

 

Ciente que podia sofrer represálias

E ouvir da boca dela um escarcéu;

O guarda agora deixa o seu carro lá fora

Com medo de ir parar no papel.

 

Mas segundo também outra pessoa falou

A situação no CDP de Mauá anda feia;

Porque além de mandar no marido

É ela quem manda também na cadeia.

 

É ela a responsável por fazer as escalas

Das Dejep’s distribuídas aos policiais;

E até pro marido, o disciplina

Ela ajeita horários especiais.

 

Dá bronca nos guardas, paga rajada

E sempre posa de tagarela;

Do oficial administrativo ao Diretor da Cadeia

Todo mundo morre de medo dela.

 

Em Mauá os guardas estão revoltados

E com visível5visível5 descontentamento;

Porque tá tão difícil arrumar uma dejep

Como arrumar uma vaga no estacionamento.

 

Cobrado pelos guardas o Diretor Geral

Falou que até gostaria;

Mas que não vai mexer com ela

Pra não pôr em risco seu cargo de diretoria.

 

Mas falou também que se der falatório

Ele vai acabar com as mazelas;

Vai tirar o disciplina da vaga dele

E vai pôr um outro na vaga dela.

 

 

 

 

 

 

 

 

O ESCÂNDALO NA POLÍCIA PENAL E A DANIELA VORCARO DE SANT'ANA



Quando todos achavam que acabaram os escândalos

Envolvendo políticos e empresários;

Explodiu esse caso do Banco Master

E do banqueiro Daniel Vorcaro.

 

Daniel Vorcaro é um jovem banqueiro

Que carregou toda a malandragem consigo;

Roubando dinheiro dos aposentados

E distribuindo entre políticos e amigos.

 

Como o uso do cachimbo deixa a boca torta

E quem tem dinheiro não implora favores;

Daniel Vorcaro conseguiu a façanha

De fazer um montão de imitadores.

 

Entretanto corre aí pelas cadeias do Estado

E não é meramente boato o que ‘falaro’;

Que na Penitenciária Feminina de Sant’Ana

Agora tem uma Daniela Vorcaro.

 

Responsável pelo setor de compras

De materiais e alimentação;

A Daniela Vorcaro viu tanto dinheiro

Que acabou caindo em tentação.

 

Segundo uma reportagem que está circulando

Num jornal que versa publicações;

A Daniela Vorcaro desviou de Sant’Ana

Algo em torno de uns quatro ou cinco milhões.

 

Segundo ainda a reportagem

No escopo do que conseguiu até então apurar;

Ela desviava dinheiro de compras

E jogava numa conta particular.

 

Certa guarda que trabalha em Sant’Ana

E que já trabalhou com a Daniela Vorcaro;

Ela andava vestindo roupas de marca

E usando perfumes caros.

 

Calçando sapatos da Jimmy Choo

E vestindo calças Dolce & Gabbana;

Uma vida aquém das pobres mortais

Que passam doze horas trancando presa em Sant’Ana.

 

Da mesma forma que fez Daniel Vorcaro

Tentando fugir para qualquer lado;

Ela tentou pedir exoneração

Mas acabou foi metendo um atestado.

 

Com medo de fazer uma busca profunda

E descobrir peixe grande envolvido com ela;

A corregedoria abriu um PAD

Pra investigar os esquemas da Daniela.

 

Na Penitenciária Feminina de Sant’Ana

O silêncio é total e ninguém tá ‘falano’;

Todo mundo acha que vai dar em nada

E vão acabar é passando um pano.

 

Mas a turma em Sant’Ana está curiosa

E contando os minutos com a mão na tocha;

Pra saber se teve festinhas com garotos suíços

Ou com algum ASP de Franco da Rocha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A VISITA DO ILUSTRE DGPP E A MAQUIAGEM DE PIRAJUÍ


 


A maquiagem é um fenômeno de estética

Que vem desde lá dos tempos detrás;

E no passar dos anos difundida como cultura

Pelas civilizações orientais.

 

Como naquela época a temperatura era inconstante

As vezes calor e as vezes friagem;

Para as mulheres manterem a beleza

Os inventores criaram a maquiagem.

 

O blush pra bochechas foi inventado na Grécia

Na África inventaram a henna pra mão;

O batom e a base no Egito antigo

E o pó facial no Japão.

 

Os egípcios inventaram também o perfume

O rímel, o esmalte e o delineador;

É por isso que as mulheres egípcias

Eram um ser tão encantador.

 

A maquiagem tem o poder da beleza

E fazer dos pesares o devaneio;

Transformando em novo o que é velho

E transformando em bonito o que é feio.

 

Foi daí que com essa ideia forjada de maquiagem

Tipo coisa de, só pra inglês ver;

Que a feminina de Pirajuí foi maquiada

Pra receber a visita do ilustre DGPP.

 

Segundo uma guarda que trabalha lá dentro

A terça feira foi de agitação;

A Diretora Doutora Graziela Fernandes

Mandou expedir uma convocação.

 

Numa mensagem enviada pelo whasapp

Acompanhada de figurinha;

Mandou as guardas irem de calça jeans

E aquela camisa de ASP azulzinha.

 

Mandou suspender a folga SAP de todas

E não quer ninguém fazendo carinha;

Pro DGPP saber que em Pirajuí

A cadeia tá redondinha.

 

Entretanto segundo uma outra guarda

Que não vê a hora de ir embora;

A Penitenciária Feminina de Pirajuí

Tá sendo maquiada por dentro e por fora.

 

Essa guarda falou que até o Disciplina

Ficou com as presas trabalhando até tarde;

E estava todo melado de tinta

Pintando as paredes, o chão e as grades.

 

O festival de pintura e de maquiagem

Por trás de toda essa enganação;

Esconde uma cadeia desmantelada

Sem cuidados e sem manutenção.

 

Sistema de tranca eletrônica quebrado

Sem iluminação, sem radio HT;

E uma realidade que não engana ninguém

Pra tentar enganar o DGPP.

 

Revoltadas as guardas falaram

Que em Pirajuí sempre foi assim;

Como quando a cadeia foi maquiada

Pra receber a visita do Edson Fachin.

 

Se preparando para o grande dia

E fazendo de tudo para não perdê-lo;

A diretora Graziela correu pro salão

Pra dar um tapa nas unhas e no cabelo.

 

Mas falou que pra agradar ao DGPP

Caso mesmo ela não seja trocada;

Vai mudar a coloração dos cabelos

Mas vai ficar com sua cara lavada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


O VUCO-VUCO DO BUTANTÃ E A POLÍCIA DE MENTIRINHA


 



O CPP feminino do Butantã

Que fica na zona oeste da cidade;

É uma daquelas cadeias do Estado

Que não param de dar novidade.

 

Quando não é troca de diretoria

Ou jogo de empurra-empurra de autoridade

É ameaça de desabar o prédio

Ou fuga cinematográfica de celebridade.

 

No Butantã tudo é imprevisível

Muito além do que se imagina;

As pessoas sabem como o dia começa

Mas nunca sabem como o dia termina.

 

Acontece que num desses dias atrás

Com umas tatuagens meio esquisitas;

Chegou um sujeito todo ouriçado

Pra resolver um QTC sobre sua visita.

 

Figurinha carimbada da casa

E carteirinha de visitante contumaz;

O meliante gostava de pagar de “brabão

Mas com as mulheres policiais.

 

Após cumprir uns dias de punição

Por comportamentos inabituais;

Ele voltou na cadeia cheio de marra

Proferindo ofensas contra os policiais.

 

Com um celular na mão fez ameaças

Mostrando tudo que reportava;

Falando saber das placas dos carros

E das casas onde os guarda moravam.

 

Chamou os policiais de bando de otários

E que uns já estavam na sua lista;

E falou que era membro de uma facção

Que atua dentro e fora dos presídios paulistas.

 

Foi então que temerosos em abordar o meliante

E evitar qualquer tipo de mal;

Os policiais ligaram para o 190

E pediram uma viatura policial.

 

Ao chegarem ao local os policiais militares

Ficaram chocados com a notícia;

Porque, que os policiais penais do Butantã

Precisaram chamar a polícia.

 

Certa pessoa falou que os policiais da cadeia

Ficaram com receio de prender o bandido;

E lembraram do caso do Márcio Abdala

Que fez papel de polícia e acabou demitido.

 

Toda sem graça a rapaziada do Butantã

Não tem mais aquele ímpeto que tinha;

Porque o Governo Tarcísio faz a Polícia Penal

Ser uma Polícia de mentirinha.

 

Uma polícia sem uniforme

E sem funcional de verdade também;

Sem uma arma acautelada

E sem autoridade pra prender ninguém.

 

Policiais indo fazer custódia

Com o descaso indo mais além;

Não têm arma do Estado pra se defender

E proibidos de usarem a arma que têm.

 

Na SAP não tem muito o que fazer

É sentar e esperar sua vez;

Porque o DGPP é devagar quase parando

E o secretário um vaso chinês.

 

Se as coisas continuarem como estão

Não fique muito surpreso;

Se o preso entrar vestido de guarda

E o guarda sair vestido de preso.

 

 

 

 

 


A PENITENCIÁRIA DE REGISTRO E O DIRETOR QUE TEM RAIVA DE CELULAR



Quando a Coroa Portuguesa consolidou

Seu segundo período colonial;

Eles desceram às margens do Ribeira de Iguape

E criaram o primeiro posto fiscal.

 

Com o fim no local, do ciclo do ouro

E o posto fiscal fechado;

A população sedentária e seus viajantes

Formaram ali um povoado.

 

Por ação da chegada dos japoneses

E o ciclo migratório que foi imprevisto;

Às margens do Rio Ribeira de Iguape

Fundaram a cidade que hoje é Registro.

 

Distante de grandes centros populacionais

E um povo bastante acolhedor;

A cidade possui a mesma brandura

Que possuem as cidades do interior.

 

Mesmo com índices abaixo da média

De furtos, roubos e homicídios;

Registro como outras cidades paulistas

Também ganhou de presente um presídio.

 

Mas corre aí pelas cadeias da baixada

Uma notícia que é de alarmar;

Que o Diretor Geral da penitenciária de Registro

Parece que tem raiva de celular.

 

Ninguém sabe ainda o motivo do ranço

E por hora ninguém consegue entende-lo;

E não se sabe se é raiva do telefone

Ou se é raiva do aparelho.

 

Segundo um guarda que trabalha ali

Ele teria feito uma reunião;

E na frente dos guardas e dos funcionários

Baixado um decreto com a proibição.

 

Proibiu a rapaziada de usar celular

E prometeu que abriria procedimento;

Caso alguém fosse pego telefonando

Até dentro do carro no estacionamento.

 

Também no perímetro que circunda a unidade

E na área externa da sub portaria;

E até no trevo pra entrar na unidade

No sentido São Paulo da rodovia.

 

Mas certo guarda que trabalha lá dentro

E pediu de joelhos total discrição;

Falou que em Registro é aquele ditado:

Quem vê cara não vê coração.

 

Falou que ele faz um jogo de marketing

Pra mostrar serviço pro coordenador;

E que protege alguns de seus chegados

Que usam o Whatsapp no computador.

 

Com a cobertura do Diretor eles sabem

Que é tranquilo e ninguém monitora;

E dá pra usar o Whatsapp lá dentro

Como se estivesse usando lá fora.

 

Outra funcionária que não é da panela

Falou que não é língua de trapo;

Mas jura que viu um de seus puxa-saco

Conversando num grupo de bate-papo.

 

O cara agenda médico, acessa banco

E a tela oculta ninguém vê nada;

Conversa com grupos de seus amigos

E troca figurinhas com a namorada.

 

Na unidade a maioria dos funcionários

Que precisam se comunicar;

Não entendem porque que ele

Tem tanta raiva de celular.

 

Ninguém sabe se é de tanto fazer blitz

Que ele pegou esse trauma também;

Ou flagrou alguém em sua casa

Trocando mensagens com outro alguém.

 

Em Registro os guardas lotados ali

E longe de suas casas algumas milhas;

Ficam chateados por não poderem

Falar muitas vezes com suas famílias.

 

Por sua vez o coordenador Doutor Rosemiro

Falou que por enquanto não vai opinar;

Porque ele achava que em Registro, a cadeia

Estava totalmente fora do ar.

 

Mas disse que vai ver se instala um bloqueador

Diferente dos outros presídios;

Pra pegar quem anda trocando mensagens,

Que tipos de fotos e que tipos de vídeos.

 

 

 

 

O JULGAMENTO DE MARY BROWN E A ENFERMARIA DA P III DE LAVÍNIA


Quando a promotoria do condado de Pierce

Denunciou o caso ao tribunal;

A população de Wisconsin foi para as ruas

Pedir o julgamento de Mary Brown.

 

Mary Brown foi aquela enfermeira

Que embora vivido toda uma rotina;

Aventurou ser uma médica

Sem ter feito curso de medicina.

 

Os registros do hospital de Wisconsin

Relatam como tudo aconteceu;

Mary Brown amputou o pé de um homem

E poucos dias depois o homem morreu.

 

Sem ordem médica pra realizar a cirurgia

Mary Brown cometeu a maior besteira;

Querer fazer o papel de médica

Sem fazer sequer o papel de enfermeira.

 

Todavia na Penitenciária três de Lavínia

Tá acontecendo da mesma maneira;

Onde uma poderosa Assistente Social

Tá pagando de médica e enfermeira.

 

No setor de saúde da unidade é ela

Quem define todos os procedimentos;

Avalia os detentos, diagnostica

Prescreve e libera medicamentos.

 

O médico mesmo, o Doutor da cadeia.

Que sempre procura trabalhar com cautela;

Não prescreve nenhuma receita

Sem antes passar pelo crivo dela

 

Na enfermaria é ela quem dá as ordens

E em todo assunto ela se intromete;

E mandou por senha nos computadores

Pra ninguém acessar a internet.

 

Como a equipe da saúde é terceirizada

E é um consórcio que colabora;

Ela subjuga e constrange as técnicas

E as ameaça mandar embora.

 

Quando os guardas precisam pegar um remédio

Ou levar um preso até à enfermeira;

Ela tranca a sala de medicamentos

E esconde a chave numa geladeira.

 

No plantão ela usa um jaleco branco

Com postura clínica de cuidadora;

E incorpora a maga da medicina

Ouvindo os presos a chamar de doutora.

 

Se um guarda pede pra tomar um remédio

Na iminência de achar uma cura;

Ela manda fazer o papel de saída

E ir no postinho da prefeitura.

 

Autoritária e sem nenhuma empatia

Ela é uma simples Assistente Social;

E quer fazer na P3 de Lavínia

Como em Wisconsin fez Mary Brown.

 

Mas certa pessoa que trabalha lá dentro

E pediu pra não ser revelada;

Falou que quando vê o diretor do complexo

Ela fica toda ouriçada.

 

Falou que quando ele vem chegando

Tranquilo como ninguém

Ela fala: “lá vem o Principe de Graysikull”

Do castelo lá do He man.

 

Os guardas falam que não procede

Porque é de poucos que ela gosta;

E quando ele não está por perto

Ela mete o pau pelas costas.

 

Em Lavínia três a diretoria

Anda pisando a pontinha do sapato;

E a relação dos Diretores com ela

É um olho no peixe e outo olho no gato.

 

O que se questiona na P3 de Lavínia

E os guardas pedem que alguém os ajude;

Como pode uma pessoa que nem possui um COREN

Ser responsável pela saúde.

 

Por sua vez os policiais penais de Lavínia

Já desacreditados da Polícia Penal

Se veem mais distantes do Castelo de Graysikull

E mais perto da casa de Mary Brown.

 

 

A PENITENCIÁRIA FEMININA DE RIBEIRÃO PRETO; A CADEIA ONDE É PROIBIDO FOFOCA




Tá correndo aí pela zero dezesseis

E por todo o entorno de Ribeirão;

Que a Diretora da Penitenciária feminina

Chamou às pressas uma reunião.

 

A notícia que correu é fresquinha

E ela começou com o administrativo;

Depois vai fazer com os quatro turnos

E todo mundo vai saber o motivo.

 

Curiosas, as policiais penais em Ribeirão Preto

Estão todas de ouvido aguçado;

Pra saber se ainda é sobre os prints

Ou sobre o BO que acabou sendo arquivado.

 

Mas segundo uma guarda que tem ouvidos sensíveis

Que faz pouca dejep e faz poucas trocas;

O motivo real teria sido pessoas

Que andam espalhando fofocas.

 

Essa mesma guarda também falou

Que a Diretora quase deu um piti;

Quando vazou que ela assumiria

A cadeia feminina de Pirajuí.

 

A reunião que teria sido em São Paulo

E que era pra pouca gente saber;

Só participaram bigode grosso

Doutor Malvino e DGPP.

 

A conversa deixou a galera ouriçada

E correu na velocidade de um tiro;

Porque daí ela levaria na bagagem

A Odete Roitman, a Doida e a Biro-Biro.

 

Na cadeia a alegria foi tanta

Que as guardas marcaram até tomar uma coca;

Pedindo a Deus pra que essa conversa

Não fosse apenas uma fofoca.

 

Irritada e com os nervos à flor da pele

E quase tendo uma convulsão

Ela não quis colocar panos quentes

E resolveu chamar a reunião.

 

Entretanto o problema é que em Ribeirão Preto

E isso é verdade à luz do dia;

É que as conversas só são fofocas

Quando atingem a diretoria.

 

É verdade que as guardas estão trabalhando

Com baixo efetivo todo lascado;

Que o portão que dá acesso à cozinha

As presas não abrem porque vive quebrado.

 

Outra coisa que também é verdade

Mas não corre na boca de fofoqueira;

É que tem dia que uma guarda sozinha

Toma conta de quase a cadeia inteira.

 

Que a guarda tem que pegar pp

E pegar as cartas nas portas das celas;

E que a Diretora não gosta das guardas

E faz fofoca das vidas delas.

 

É verdade também que a Disciplina

Não consegue se pôr no lugar

Faz reunião com as “irmãs” dos “irmãos”

E não chama as guardas pra participar.

 

O ideal seria em Ribeirão Preto

Era mexer lá em cima primeiro;

Tirar a Diretora de Disciplina

Já ajudava acabar com o converseiro.

 

Chateado o Doutor Malvino falou

Que vai balançar o pé da jiripoca;

E que até o final do mandato

Ele vai tentar acabar com a fofoca.

 

Mas disse também que pra acabar com as fofocas

A SAP vai tomar uma decisão;

Mandar a Shirley pra Pirajuí

E trazer a Graziela pra Ribeirão.