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A CIDADE DE GUARDOLÂNDIA

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  Há muitos e muitos anos atrás E bem mais distante que daqui na Tailândia; Existia uma cidade Que se chamava Guardolândia. Em Guardolândia os homens eram submissos, As mulheres ausentes de castidade; E os políticos tinham vergonha De governar aquela cidade. Reza a lenda que a população de Guardolândia Indignada e enfadonha; Decidiu eleger um governador Que não tivesse vergonha. Não tivesse vergonha de suas promessas, Nem vergonha do que falara; Não tivesse vergonha de onde viera E sem vergonha na cara. Eleito, o governador começou a trabalhar De uma forma um tanto bisonha; E pra auxiliá-lo nomeou um secretário Que também era um sem-vergonha. O secretário era um fanfarrão E tinha entretanto um semblante amargo; E justamente por ser sem-vergonha Conseguia manter-se no cargo.  O cargo era de confiança E de uma seriedade medonha; Mas ninguém ficava na secretaria Se não fosse um tremendo de um sem-vergonha. Porém com o passar de quatro anos Viu-se que quase nada mudou; As coisas f...

A PENITENCIÁRIA DE ARARAQUARA E A HISTÓRIA DE LUIZ ANTÔNIO TREVISO: O GUARDA MAIS ANTIGO DO ESTADO

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  Quando Paulo Egydio, como Governador Em 75 foi empossado, São Paulo tinha umas cinco cadeias Espalhadas pelo Estado. A folclórica Casa de Detenção  Que ficou conhecida como Carandiru, A Penitenciária do Estado, a Penitenciária de Tremembé  E o Ipa: Instituto Penal Agrícola de Bauru. Já em meados da década de setenta Com as cadeias públicas um tanto cheias; O carcereiros, inspetores de segurança Eram chamados de GP de cadeia. Foi daí que o governo de Paulo Egydio Muito antes de existir a Administração Penitenciária; Inaugurou um dos primeiros presídios modernos Na cidade de Araraquara. No sistema instalado na parte norte do Estado Assim como em outra partes também, O crime já tinha seus criminosos  Mas não os criminosos que hoje tem. Todavia, passado um ano de abertura da unidade Em 78 para ser um pouco mais preciso; Chegou ali um GP de cadeia  Conhecido como Luiz Antônio Treviso. Designado num posto do turno um Dese sua inauguração; Treviso trabalha ha quarent...

CORONEL ATENDE À LIGAÇÃO DE WILTINHO POETA

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A SAGA DE GENIVAL NUNES E A LPT QUE DEMOROU 15 ANOS

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  Genival Nunes foi um dentre tantos guardas Da pacata cidade de Venceslau; Que deixaram suas casas, parentes e amigos E se mudaram com a família para a capital. Numa época de expansão do sistema Em que as unidades eram muito cheias, A população carcerária foi o ente refém Da influência que o crime manteve sobre as cadeias. No nefasto período pós-mega rebelião, E depois de tudo o que veio a ser, Os trabalhadores do sistema penitenciário paulista Foram homens e mulheres marcados para morrer. Todavia, foi neste contexto de conturbação E em meio a paradigmas obscuros e medonhos Que Genival aportou na cidade grande Com sua família, seus anseios e seus sonhos. Trouxe em sua mala um universo de indagações, Um caráter repleto de probidade E um desejo que nunca deixou morrer: Viver a velhice na sua querida cidade. Entretanto, ao assumir seu cargo E como era de praxe a maioria dos guardas fazer, Genival foi orientado pelos colegas A colocar seu nome na LPT. Com jeito simplório, inscreveu-se...

CADÊ NOSSOS 10% SEU CORONEL?

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A EPOPÉIA DE FRANCISCO DE ASSIS

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Francisco de Assis sempre foi um guarda Que foi diminuto por ser baixinho; E por essa razão recebeu dos colegas O carinhoso apelido de Chiquinho. Em sua longa trajetória no sistema prisional Até aportar na cidade de Suzano; Chiquinho passou por Adriano Marrey, P1 de Potim, Tremembé e Pemano. Natural da cidade de Taubaté Berço tradicional de oligarquistas; Chiquinho é expoente de uma geração de policiais Que deu cara ao sistema penitenciário paulista. Foi testemunha da troca estrutural da COESP Por administrações mais imperiosas; E muito antes das cadeias do Estado Serem dominadas por facções criminosas. No sistema, Chiquinho fez da probidade Seu lema de vida central; Visionário contribuiu com sagácia Pela aprovação da Polícia Penal. Não obstante todas as suas venturas E ser grato a Deus por ainda estar vivo; Todos os momentos que Chiquinho viveu Dariam até para escrever um livro. Entretanto em Suzano, onde passou maior parte do seu tempo Chiquinho foi síndico e cuidador; Da Casinha de...

A PENITENCIÁRIA II DE FRANCO DA ROCHA E A HISTÓRIA DOS PRESOS QUE BEBERAM A CERVEJA DO DIRETOR

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  A população carceraria de Franco da Rocha Distribuída nas suas quatro unidades; Representa pouco menos que cinco por cento De toda a população da cidade. Nao obstante todas essas cadeias Espalhadas por seus arredores; Franco da Rocha tinha tambem, um CDP feminino E uma Fundação Casa pra infratores menores. Com uma reserva invocada de Mata Atlântica E o mais puro ar da Serra do Japi; A cidade é hoje muito mais conhecida Pela quantidade de presos que vivem ali. A PII e a PIII formam o regime fechado E o complexo é tudo ali por perto; O CDP é um anexo da Penitenciária III E  PI é o regime do semiaberto. Em Franco da Rocha como na maioria das unidades  Não ha mão de obra de um empresa; E sao os presos que fazem todo o serviço  Desde a manutenção ate a limpeza. Acontece que num desses dias atrás Acompanhados do guarda de certo plantão; Os presos subiram ate à PII Pra executarem serviços de manutenção. Pegaram as ferramentas, os apetrechos E os materiais de utilidades; P...