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A DOIDA DE RIBEIRÃO PRETO

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Quando se afastou pra sair do foco E ter sido tirada depois de ter aprontado; Todo mundo na cadeia Achou mesmo que ela tinha endoidado. Depois de ter suas conversas flagradas Falando um montão das policiais; Ela foi afastada do cargo Porque mostrou que era doida demais. Ficou uns dias longe do trabalho Pro coração ficar desacelerado; Mas como ela não estava tão doida O médico negou o atestado. De volta à cadeia, assumiu uma gaiada, Virou autoridade pra investigar; Agora as guardas estão com medo Da doidice dela voltar. Colada na diretoria ela não resigna Com demonstrações até deselegantes; E disse que agora vai perseguir Com a mesma doideira de antes. Falou que vai caçar uma por uma Que pôs nos grupos as conversas printadas; E enquanto não se vingar Ela não vai ficar sossegada. Falou também que era uma diretora feliz E não merecia passar aquela agrura toda; E que gritava mesmo com as guardas E todo mundo sabia que ela era doida. Na cadeia as guardas estão preocupadas Com as consequênci...

O FERRO VELHO DE PRESIDENTE PRUDENTE

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  A cidade paulista de Presidente Prudente, Famosa por ser região criadora de gado, É também conhecida por ser a capital Do velho oeste do Estado. Berço imponente do agronegócio, Onde o calor estridente é o companheiro atroz; As mulheres são chamadas de agrodamas E os jovens, chamados de agroboys. Servida por redes de grandes atacadistas, Mas sem aglomerados industriais, Presidente Prudente tem condomínios fechados, Com residências acima de vinte milhões de reais. Todavia ali no bairro de Montalvão, Um distrito semi-independente, Ficam alocadas três cadeias que formam O complexo penal de Presidente Prudente. Um pool de cadeias avizinhadas De muitas fazendas e sítios por perto; Tem um pouco acima de 1.500 detentos Em regime fechado e semiaberto. Acontece que, num local ali da Penitenciária Wellington Rodrigo Segura, Há um inconcepto ferro-velho De desmanche de viaturas. Segundo relatos de um policial penal, Que não se revela para evitar um revés, Ali, no ferro-vel...

WILTINHO POETA E O CORONEL DA SAP

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OS DOIS GUARDAS DE SERRA AZUL E A HISTÓRIA DAS DUAS CAMISAS

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  O complexo penitenciário de Serra Azul É um grande conglomerado; Que compreende três das trinta e cinco cadeias Espalhadas pela região norte do Estado.   Uma população carcerária acima dos cinco mil detentos Que engloba uma ala de progressão; Uma cadeia da facção criminosa E outra cadeia de oposição.   Acontece que num desses dias atrás Dois policiais penais de uma das unidades; Levaram dois detentos para serem atendidos No pronto socorro da cidade.   Na unidade pegaram os aparatos: Algemas, fiel, os coletes e tal; Colocaram os presos na viatura E partiram rumo ao hospital.   Destintos de vestimentas padrão, Pra evitar que dessem qualquer zulu, Um foi de camisa preta, escrito Polícia Penal E o outro foi com aquela camisa azul.   Ao chegaram no PS, combinaram entre si, Pra ficar mais tranquilo para os dois: Um entraria primeiro com um preso, E o outro entraria depois.   O que estava vestido com a camisa preta, Escrito nas costas “Polícia Penal”,...

A PORTARIA DOS QUE QUEREM MORRER

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Agora com a nova portaria da polícia penal Publicada pelo magnânimo DGPP; O guarda vai escolher se quer ou não quer Receber homenagem quando morrer.   Pra que o guarda possa receber a homenagem Não existe nenhuma complexidade; Ele só terá que preencher um formulário Manifestando a sua vontade.   No formulário devem conter os dados do guarda Como nome completo, RS, CPF e RG; Enviar com assinatura ao Diretor da Polícia Penal E aguardar o momento só de morrer.   Entretanto pra receber o honroso encômio E por não ter tido uma vida de rico; O guarda não pode morrer em casa E também não pode morrer no bico.   É preciso que sua morte seja em serviço Dentro das doze do seu plantão; Ou na muralha, ou na escolta Ou dentro de um raio numa rebelião.   Também é importante salientar Um exame bastante notório; É preciso saber se a mulher do guarda Quer ver um monte de guarda no seu velório.   Se o guarda estiver todo enquadrado Dentro dessa portaria do DGPP; Ele é a...

Se calarem um de nós, quem falará por todos?

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Esta moção de apoio não é apenas sobre um homem, um poeta ou um colega de profissão. É sobre o direito de todo policial penal falar da realidade que vive sem ser perseguido, punido ou silenciado. Wiltinho Poeta transformou em versos aquilo que muitos de nós conhecem na prática: a falta de estrutura, o abandono institucional e a dureza do sistema prisional. Hoje, por denunciar essa realidade por meio da arte, ele enfrenta retaliações. Este espaço está aberto para que a classe se manifeste. Seu comentário pode ser anônimo. Seu apoio pode ser simples. Mas seu silêncio fortalece quem tenta calar. Observação: comentários podem ser feitos de forma anônima. Pedimos apenas respeito, responsabilidade e foco na defesa da liberdade de expressão e da dignidade da categoria.

WILTINHO POETA EM: CONVERSANDO COM O CORONEL DA SAP

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Em mais um vídeo de sátira política e crítica social , Wiltinho Poeta simula uma conversa telefônica com um coronel da SAP e expõe, com ironia e indignação, as contradições e falhas da gestão penitenciária . No diálogo, são abordados temas que todo mundo já comenta nos corredores, mas poucos têm coragem de dizer em voz alta: 📌 O cancelamento do concurso público que excluía mulheres e precisou ser reformulado por falha grave da própria gestão. 📌 A falta de efetivo de Oficial Administrativo , sem concurso há anos, gerando desvio de função dentro da SAP. 📌 A crítica direta aos altos salários de coronéis e cargos de gestão , apontados como gastos desnecessários e dinheiro público jogado fora, enquanto a base segue sobrecarregada. Com humor ácido, sarcasmo e poesia falada, Wiltinho transforma revolta em arte e levanta perguntas incômodas: 👉 Se houvesse concurso para a área administrativa, o problema não estaria resolvido? 👉 Por que sempre falta gente na ponta, mas sobra salário...