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A PENITENCIÁRIA DE REGISTRO E O DIRETOR QUE TEM RAIVA DE CELULAR

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Quando a Coroa Portuguesa consolidou Seu segundo período colonial; Eles desceram às margens do Ribeira de Iguape E criaram o primeiro posto fiscal.   Com o fim no local, do ciclo do ouro E o posto fiscal fechado; A população sedentária e seus viajantes Formaram ali um povoado.   Por ação da chegada dos japoneses E o ciclo migratório que foi imprevisto; Às margens do Rio Ribeira de Iguape Fundaram a cidade que hoje é Registro.   Distante de grandes centros populacionais E um povo bastante acolhedor; A cidade possui a mesma brandura Que possuem as cidades do interior.   Mesmo com índices abaixo da média De furtos, roubos e homicídios; Registro como outras cidades paulistas Também ganhou de presente um presídio.   Mas corre aí pelas cadeias da baixada Uma notícia que é de alarmar; Que o Diretor Geral da penitenciária de Registro Parece que tem raiva de celular.   Ninguém sabe ainda o motivo do ranço E por hora ninguém consegue entende-lo; E não se sabe se é ra...

O JULGAMENTO DE MARY BROWN E A ENFERMARIA DA P III DE LAVÍNIA

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Quando a promotoria do condado de Pierce Denunciou o caso ao tribunal; A população de Wisconsin foi para as ruas Pedir o julgamento de Mary Brown.   Mary Brown foi aquela enfermeira Que embora vivido toda uma rotina; Aventurou ser uma médica Sem ter feito curso de medicina.   Os registros do hospital de Wisconsin Relatam como tudo aconteceu; Mary Brown amputou o pé de um homem E poucos dias depois o homem morreu.   Sem ordem médica pra realizar a cirurgia Mary Brown cometeu a maior besteira; Querer fazer o papel de médica Sem fazer sequer o papel de enfermeira.   Todavia na Penitenciária três de Lavínia Tá acontecendo da mesma maneira; Onde uma poderosa Assistente Social Tá pagando de médica e enfermeira.   No setor de saúde da unidade é ela Quem define todos os procedimentos; Avalia os detentos, diagnostica Prescreve e libera medicamentos.   O médico mesmo, o Doutor da cadeia. Que sempre procura trabalhar com cautela; Não prescreve nenhuma receita Sem ante...

A PENITENCIÁRIA FEMININA DE RIBEIRÃO PRETO; A CADEIA ONDE É PROIBIDO FOFOCA

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Tá correndo aí pela zero dezesseis E por todo o entorno de Ribeirão; Que a Diretora da Penitenciária feminina Chamou às pressas uma reunião.   A notícia que correu é fresquinha E ela começou com o administrativo; Depois vai fazer com os quatro turnos E todo mundo vai saber o motivo.   Curiosas, as policiais penais em Ribeirão Preto Estão todas de ouvido aguçado; Pra saber se ainda é sobre os prints Ou sobre o BO que acabou sendo arquivado.   Mas segundo uma guarda que tem ouvidos sensíveis Que faz pouca dejep e faz poucas trocas; O motivo real teria sido pessoas Que andam espalhando fofocas.   Essa mesma guarda também falou Que a Diretora quase deu um piti; Quando vazou que ela assumiria A cadeia feminina de Pirajuí.   A reunião que teria sido em São Paulo E que era pra pouca gente saber; Só participaram bigode grosso Doutor Malvino e DGPP.   A conversa deixou a galera ouriçada E correu na velocidade de um tiro; Porque daí ela levaria na bagagem A Odete Roi...

A HISTÓRIA DO FILME THE HAUNTING E O CPP FEMININO DO BUTANTÃ

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Quando Shirley Jackson escreveu The Haunting O livro ganhou uma notoriedade suprema; Ao ponto de quatro anos depois, seu romance Virar obra clássica do cinema.   The Haunting of Hill House, o filme, Com Robert Wise como diretor; Retrata uma casa mal assombrada Rodeada de espectros e de terror.   Segundo o romance de Shirley Jackson A mansão tinha estigma de antiguidade; Escadas largas, salões enormes E um cheiro constante de umidade.   O ambiente sinistro durante as noites Portas sozinhas, abrindo e fechando; E a sensação estranha de ter Alguém do outro lado te vigiando.   Passados sessenta e quatro anos Dentre tantas coisas ruins e boas; O filme-romance de Shirley Jackson Continua despertando paixão nas pessoas.   Mas, segundo uma guarda que leu o romance Há uma relação vazia de afã; Entre o filme de Robert Wise E o CPP feminino do Butantã.   Segundo essa guarda, além de assombrosa Com galerias e celas escuras; A cadeia feminina do Butantã Está com paredes...

A PENITENCIÁRIA I DE FRANCO DA ROCHA E O PONTO DE ÔNIBUS DA POLÍCIA PENAL

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A Penitenciária Mario Moura Albuquerque Da mais antiga é a principal Das cadeias de Franco da Rocha Que fazem parte do complexo penal.   O Complexo Penal de Franco da Rocha Que grandioso por sua vez; Compreende três unidades: A P1, a P2 e a P3.   Passando por uma ampla reforma no prédio Após uma rebelião incendiária; A P1 reduziu o seu efetivo E drasticamente sua população carcerária.   A direção do complexo fechou também o CPP E o corpo funcional já não corresponde; Porque poucos ficaram por ali mesmo E muitos acabaram levando bonde.   Com todos os percalços que tem o sistema As agruras de uma unidade; Os guardas falam que na P1 de Franco da Rocha Se gozava de paz e tranquilidade.   Mas certo guarda que trabalha em Franco E que leva o seu serviço a cabo; Falou que ali tem um Diretor de disciplina Com a alma vendida para o diabo.   Falou que o DG é um cara bacana E trata as pessoas com jeito fraterno; Mas que esse Disciplina é um capiroto Que assumiu as cha...

O TRISAL XI, A CORREGEDORIA E A VARREDURA EM TREMEMBÉ

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Tá correndo aí pelo Vale do Paraíba E em tese ali no complexo penal; Que a Corregedoria baixou em tremembé Pra fazer uma varredura geral.   Segundo uma fonte que trabalha na feminina O horário e a ação foram concomitantes; E os corregedores chegaram com sede De pegar alguém e anunciar um flagrante.   Abismados os guardas da portaria Abriram passagem pros corregedores; Que de supetão imbicaram nas salas E foram direto nos computadores.   Copiaram planilhas, abriram arquivos, Programas e registros de instalação; Mensagens armazenadas contas de usuários E-mails e histórico de navegação.   Os motivos da lépida operação As pessoas se deram a perguntar; Os corregedores estavam atrás de que? E o que que eles queriam pegar?   Alguns leigos queriam saber se era Uma normativa além do padrão; Algum processo dúbio de compras Ou algum BO envolvendo licitação.   Uma guarda falou que um ex-coordenador Fazia tudo com certo macete; Foi embora, mas varreu muita coisa Para de...

A PENITENCIÁRIA FEMININA DE PIRAJUÍ E AS DUAS HORAS DE AMOR

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As unidades prisionais do Estado Mantém informações geralmente restritas; Principalmente quando envolvem os presos E consequentemente as visitas.   Nos finais de semana há clima de festa Animosidades e brincadeiras; E os presos recebem seus pais, seus filhos E principalmente suas companheiras.   Lá dentro as celas eles dividem com lençóis Pra ter o momento com suas visitas; Iguais as tendas de Beduínos Daquelas que têm na Arábia Saudita.   Como os barracos geralmente são cheios E é preciso ter muito decoro em volto; O preso namora uns quinze minutos E em seguida libera o espaço pra outro.   Nas unidAdes femininas é diferente Desde o espaço sereno ao lugar; O visitante chega, pega sua presa E tem tempo de sobra pra namorar.   Entretanto em Pirajuí, na penitenciária feminina O trabalho tem sido uma dura aflição; Porque, além de não ter funcionários São duas horas de visitação.   O visitante chega, passa pela revista Recebe sua presa e aguarda os demais; Até q...