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O TRISAL X E A QUEDA DE IRMA GRESSE; A CARRASCA DE TREMEMBÉ
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Logo após os britânicos e os aliados Tomarem Belsen e libertarem os judeus; Começaram então a julgar Irma Gresse E saber como tudo aconteceu. Os historiadores falam que aos dezoito anos Ou até um pouquinho a mais; Ela entrou para o partido nazista E foi expulsa de casa pelos seus pais. Se apresentou a SS como voluntária Por ser má e extremamente fria; E a partir de então começou a torturar Tanto as guardas quanto as judias. Foi então que na invasão ao presidio de Belsen Em ação das tropas aliadas; Os judeus prisioneiros foram libertos E Irma Gresse capturada. Os carrascos nazistas presos em Auschwitz Se desmoronaram Irma Gresse foi condenada à morte E as pessoas comemoraram. Dessa mesma forma foi em Tremembé Na penitenciária dois, feminina; Onde o espírito de Irma Gresse Encarnou na Diretora de Disciplina. Em Tremembé ela promoveu a maldade, Causou descontentamentos; Fez muita gente adoecer E entrar com pedidos de afastamentos. Deu...
A PENITENCIÁRIA II DE SÃO VICENTE E A HISTÓRIA DO RAIO MAL ASSOMBRADO
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O sistema penitenciário em São Vicente Cidade que fica entre a serra e o oceano; Somadas as idades das quatro cadeias Chega a cento e quatorze anos. O CPP com cinco anos é a cadeia caçula E o CDP com vinte e quatro anos não está só; A P2 com 36 anos é a filha adulta E a P1 com quarenta e nove anos é a vovó. Todavia com toda essa idade Numa cidade em pleno desenvolvimento; As cadeias do complexo de São Vicente São uma coisa por fora e outra coisa por dentro Por fora tem toda uma pintura bonita Jardinagem e símbolos da Polícia Penal; Mas por dentro das cadeias é o velho ditado: “Casa de Ferreiro, espeto de pau”. Acontece que num desses dias atras Os “cabeça branca” da coordenação; Baixaram no complexo de São Vicente Pra fazer uma vistoria na manutenção. Havia uma reclamação por parte dos guardas Que até pediram pra se resguardar; Que as unidades estão de tal forma Que está sendo impossível de trabalhar. Com a deterioração das estruturas dos prédios Misturados a perseguição e assédi...
A DIVA DE TUPI PAULISTA
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A princípio houve um certo bulício Dentre as pessoas recobertas ali; Quando, por volta do meio dia daquele dia Ambiente de bastante euforia A nossa diva chegou em Tupi. Esperava-se mesmo um frisson Pelo impacto da imagem televisiva Os carros pretos passando, aleatoriamente E meio que discretamente Dando pra ver nossa diva. Debaixo de um sol tórrido O que foi o que, menos se percebeu Os carros se esquivando de todo mundo Foi aí que, em questão de poucos segundos O rosto da nossa diva apareceu. Empunhando o seu fuzil com garbo... Seu uniforme verde oliva; Suas botas pretas, seus patuás Seu cabelo de menina amarrado pra trás. Quanto orgulho da nossa diva. Quanto orgulho para as mulheres Que são nobres e altivas; Fêmeas, altruístas Insertas nesse ambiente machista Que não buscam a glória das divas. Nossa diva não posa de rica Nem de empoderamento; Para o seu trabalho ela paga o ônus Com descontos injustos no bônus Sem o aumento dos dez por cento. No...
A TERCEIRA BASE DE ESCOLTA DO VALE DO PARAÍBA E O DIRETOR QUE TOMAVA MONJARO
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A terceira Base de Escolta do Vale do Paraíba Que tem seu eixo de operações em Tremembé; Atende os municípios que vão de Potim Até a cidade de São José. Ali os guardas escoltam diariamente Com diligência e sem exceção; Os bandidos perigosos e as celebridades Que são notícias na televisão. Dentre as tantas bases espalhadas no Estado Lealdade, ética e fibra São marcas da integridade da terceira base de escolta Do vale do Paraíba. Todavia o que se fala na calada da noite E que não se fala à luz do dia; É que na seção de escolta de Tremembé Nem tudo sempre foi alegria. Os guardas falam que quando foram de Santana Chegaram com todo o know-how de trabalho; E ainda puderam escolher os postos, As equipes e os horários. A maioria dos guardas gabam dizer Que eram amigos do Diretor; Que era amigo do chefão da escolta E por sua vez era amigo do coordenador. Passados os primeiros dias de amenidades E sem que houvesse demora; O Diretor da seção de escolta Começou a pôr as asinhas d...
A FÁBULA DO NEGÃO E O ATO HERÓICO DE ROBSON CHECK
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Robson check foi um daqueles guardas Que gostou das coisas excepcionais; E por morar numa área rural da cidade Sempre teve convívio com animais. Na cadeia todos os dias Que ele chega pra mais um plantão; Os cachorros que têm ali vão ao seu encontro E o acompanham até o portão. Além do Check há outros colegas Como o Valmir e o Bigu; O João Paulo que também é veterinário, O Ramos, a Andréia e a Malu. Esses colegas juntamente com o Robson Check Que são pessoas repletas de abnegação; Tiram dinheiro do próprio bolso Pra comprar remédio e comprar ração. No CDP de Suzano tem um montão de cachorros Dentre os quais um cachorrinho chamado Negão; Que por cargas d’água sofreu um trauma E acabou perdendo a visão. Como Negão não consegue enxergar E fica vagando pelo CDP; Ele depende dos guardas que ali trabalham Para dar as coisas pra ele comer. Acontece que num desses dias atrás Negão deixou a frente da portaria; E saiu andando pelo estacionamento Sem saber ao certo por onde ia. Passou por um vão q...