O FERRO VELHO DE PRESIDENTE PRUDENTE


 

A cidade paulista de Presidente Prudente,

Famosa por ser região criadora de gado,

É também conhecida por ser a capital

Do velho oeste do Estado.


Berço imponente do agronegócio,

Onde o calor estridente é o companheiro atroz;

As mulheres são chamadas de agrodamas

E os jovens, chamados de agroboys.


Servida por redes de grandes atacadistas,

Mas sem aglomerados industriais,

Presidente Prudente tem condomínios fechados,

Com residências acima de vinte milhões de reais.


Todavia ali no bairro de Montalvão,

Um distrito semi-independente,

Ficam alocadas três cadeias que formam

O complexo penal de Presidente Prudente.


Um pool de cadeias avizinhadas

De muitas fazendas e sítios por perto;

Tem um pouco acima de 1.500 detentos

Em regime fechado e semiaberto.


Acontece que, num local ali da Penitenciária

Wellington Rodrigo Segura,

Há um inconcepto ferro-velho

De desmanche de viaturas.


Segundo relatos de um policial penal,

Que não se revela para evitar um revés,

Ali, no ferro-velho, estão abandonados um Iveco,

Um Ford Cargo e uma GM S10.


Um Ford Cargo que foi de Pinheiros,

Levando bonde para o complexo penal;

Quebrou no caminho, foi rebocado

E nunca mais voltou para a capital.


Também tem, no anexo do semiaberto,

Uma Renault Master baú, nem tão antigona,

Mas que deu PT, foi abandonada

E está ali, coberta com uma lona.


Os guardas falam que o desmanche

Já foi motivo de muitos perrengues

E que, inútil, só serve para juntar insetos

E criadouro de mosquito da dengue.


Com o desmonte da frota da unidade,

Restaram cinco viaturas somente

Para transportar os presos das três cadeias

De todo o complexo de Presidente Prudente.


Sem plotagem padrão da Polícia Penal

Autorizada pelo próprio DGPP;

As viaturas da escolta estão desbotadas

Porque o diretor não permite fazer.


Entretanto, o que mais intriga os guardas,

Causa tristeza e indigna,

É que esse diretor do complexo penal

É substituto de Roberto Medina.


O que, na prática, entendem os guardas,

Por ele também ser o diretor,

A cadeia devia ser pelo menos igual à Croeste,

Sede onde fica o coordenador.


Mas, segundo também uma certa pessoa

Que pediu para não ser identificada,

A Penitenciária Wellington Rodrigo Segura

Parece uma cadeia abandonada.


Faltam materiais e equipamentos,

Faltam coisas básicas para os policiais;

Computador não funciona, não tem impressora

Para imprimir os documentos oficiais.


Os policiais penais, quando solicitam

Materiais para suprir as necessidades,

A diretora de compras manda falar

Que ela tem outras prioridades.


No corpo da guarda, o calor é de morte,

Mas até chegou ar-condicionado;

Porém, o diretor falou que não vai instalar

E vai deixar os aparelhos guardados.


A situação do complexo de Presidente Prudente

Com seus ferros velhos ali expostos;

Mostra como o governo do Estado

Gasta o dinheiro que ele arrecada de impostos.


Com toda essa situação de abandono

Na carceragem, na muralha e na escolta,

O complexo penal de Presidente Prudente

Está pegando o rumo de uma ida sem volta.


E, se continuar do jeito que está

Esse estado caótico de desmantelo,

São, a diretora de compras e o diretor da cadeia

Os próximos a irem pro ferro-velho.

 

Comentários

  1. Isso lamentavelmente é apenas mas um reflexo da atual Gestão do Capitão de Exército, que jamais deveria ter abandonado as fileiras do glorioso Exército de Caxias, vindo para terras paulistas transformar São Paulo em um Estado decadente como a outrora capital da República que é sua terra natal!

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  2. Quando nós ouvimos esse poema/cordel aqui na unidade de Senador Canedo, aqui em Goias, a gente achou engraçado porque eu trabalhei em São Paulo. Trabalhei no CDP I de Guarulhos e esse negocio de viatura quebrada só pode ser pra lavar dinheiro. Eu ouvi um diretor falar que a chegada de dinheiro pra comprar viatura só acontecia pelo numero de viaturas baixadas. Aqui em Goias é diferente, existe um serviço de manutenção terceirizado. Não fica viatura para de jeito nenhum. Deus me livre de São Paulo kkkkkkkkkk

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  3. Esse poema tá rodando tbm nos grupos da PP de Minas. eu ouvi e rachei de rir kakakakakaka

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