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Wiltinho Poeta - Sua história e luta no sistema prisional
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Wiltinho Poeta: Poesia, Coragem e Resistência no Sistema Prisional
Wiltinho Poeta (Wilton Borges Viana) é uma figura central na cultura, no ativismo e na defesa de direitos dos servidores do sistema penitenciário de São Paulo. Conhecido como o “Poeta do Sistema Prisional”, sua trajetória une literatura, segurança pública e resistência política, dando voz a quem atua diariamente “atrás das grades”.
Carreira no Sistema Prisional
Wiltinho é Policial Penal da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo. Diferentemente de outros artistas, ele transforma sua própria vivência profissional em matéria-prima literária, humanizando a figura do servidor penitenciário e expondo as dificuldades, riscos e o desgaste emocional da profissão.
Literatura como Testemunho
Sua escrita é marcada pela chamada literatura de testemunho, com versos rimados e linguagem direta. Wiltinho descreve as muralhas físicas e psicológicas que cercam tanto os presos quanto os policiais penais, abordando temas como medo, cansaço, resiliência e esperança.
O poema “A Saudade” tornou-se sua obra mais emblemática, sendo frequentemente declamado em cerimônias de aposentadoria, despedidas e homenagens póstumas a servidores da SAP. Seus poemas também são amplamente utilizados em eventos sindicais, reforçando o sentimento de irmandade dentro da categoria.
Ativismo e Defesa dos Servidores
Além da literatura, Wiltinho é uma voz ativa na denúncia de problemas estruturais do sistema penitenciário paulista, destacando:
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Déficit funcional: Ele alerta constantemente que a falta de policiais penais nas portarias e carceragens coloca em risco a vida dos servidores e a segurança das unidades.
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Dignidade profissional: Defende que o policial penal seja reconhecido como um profissional e cidadão “muito além do uniforme”, merecedor de respeito, valorização e melhores condições de trabalho.
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Valorização da carreira: Em 2025 e início de 2026, intensificou sua participação em audiências públicas e movimentos que cobram a regulamentação plena da Polícia Penal.
Liberdade de Expressão e Perseguições Administrativas
A atuação crítica de Wiltinho gerou conflitos com a administração pública. Entre 2024 e 2025, ele respondeu a múltiplos Processos Administrativos Disciplinares (PADs) instaurados pela SAP, motivados pelo teor crítico de suas poesias, textos e manifestações públicas.
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Acusações: A administração alegou que suas críticas feririam a hierarquia e a disciplina interna.
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Defesa: Wiltinho e seus apoiadores sustentam que as punições violam o Artigo 5º da Constituição Federal, que garante a liberdade de expressão artística e de pensamento.
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Apoio político e sindical: Seu caso chegou à Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), onde deputados e entidades como o SIFUSPESP denunciaram o que classificaram como perseguição política e assédio moral.
Denúncias Políticas e Sociais
Wiltinho também vocaliza críticas à classe política, acusando o que chama de “traição política” contra os policiais penais, frequentemente esquecidos pelas gestões estaduais apesar de atuarem na linha de frente da segurança pública.
Suas denúncias ecoaram fora do sistema prisional, ganhando apoio legislativo e fortalecendo mobilizações que, em 2026, continuam exigindo:
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O fim de sanções disciplinares baseadas em opiniões artísticas ou políticas;
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Melhores condições de trabalho;
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Reconhecimento institucional da Polícia Penal.
Atuação Cultural e Reconhecimento
Além do ambiente prisional, Wiltinho passou a ser convidado para eventos culturais, premiações literárias e homenagens públicas. Em junho de 2025, seus poemas foram utilizados em tributos a lideranças da categoria, consolidando sua imagem como o poeta das cerimônias de luto, resistência e celebração dos policiais penais.
Wiltinho Blogguer:
https://amigosdopoetapenal.blogspot.com/p/wiltinho-poeta-sua-historia-e-luta-no.html
Wiltinho Youtube:- Gerar link
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