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A SAGA DE GENIVAL NUNES E A LPT QUE DEMOROU 15 ANOS

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  Genival Nunes foi um dentre tantos guardas Da pacata cidade de Venceslau; Que deixaram suas casas, parentes e amigos E se mudaram com a família para a capital. Numa época de expansão do sistema Em que as unidades eram muito cheias, A população carcerária foi o ente refém Da influência que o crime manteve sobre as cadeias. No nefasto período pós-mega rebelião, E depois de tudo o que veio a ser, Os trabalhadores do sistema penitenciário paulista Foram homens e mulheres marcados para morrer. Todavia, foi neste contexto de conturbação E em meio a paradigmas obscuros e medonhos Que Genival aportou na cidade grande Com sua família, seus anseios e seus sonhos. Trouxe em sua mala um universo de indagações, Um caráter repleto de probidade E um desejo que nunca deixou morrer: Viver a velhice na sua querida cidade. Entretanto, ao assumir seu cargo E como era de praxe a maioria dos guardas fazer, Genival foi orientado pelos colegas A colocar seu nome na LPT. Com jeito simplório, inscreveu-se...

CADÊ NOSSOS 10% SEU CORONEL?

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A EPOPÉIA DE FRANCISCO DE ASSIS

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Francisco de Assis sempre foi um guarda Que foi diminuto por ser baixinho; E por essa razão recebeu dos colegas O carinhoso apelido de Chiquinho. Em sua longa trajetória no sistema prisional Até aportar na cidade de Suzano; Chiquinho passou por Adriano Marrey, P1 de Potim, Tremembé e Pemano. Natural da cidade de Taubaté Berço tradicional de oligarquistas; Chiquinho é expoente de uma geração de policiais Que deu cara ao sistema penitenciário paulista. Foi testemunha da troca estrutural da COESP Por administrações mais imperiosas; E muito antes das cadeias do Estado Serem dominadas por facções criminosas. No sistema, Chiquinho fez da probidade Seu lema de vida central; Visionário contribuiu com sagácia Pela aprovação da Polícia Penal. Não obstante todas as suas venturas E ser grato a Deus por ainda estar vivo; Todos os momentos que Chiquinho viveu Dariam até para escrever um livro. Entretanto em Suzano, onde passou maior parte do seu tempo Chiquinho foi síndico e cuidador; Da Casinha de...

A PENITENCIÁRIA II DE FRANCO DA ROCHA E A HISTÓRIA DOS PRESOS QUE BEBERAM A CERVEJA DO DIRETOR

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  A população carceraria de Franco da Rocha Distribuída nas suas quatro unidades; Representa pouco menos que cinco por cento De toda a população da cidade. Nao obstante todas essas cadeias Espalhadas por seus arredores; Franco da Rocha tinha tambem, um CDP feminino E uma Fundação Casa pra infratores menores. Com uma reserva invocada de Mata Atlântica E o mais puro ar da Serra do Japi; A cidade é hoje muito mais conhecida Pela quantidade de presos que vivem ali. A PII e a PIII formam o regime fechado E o complexo é tudo ali por perto; O CDP é um anexo da Penitenciária III E  PI é o regime do semiaberto. Em Franco da Rocha como na maioria das unidades  Não ha mão de obra de um empresa; E sao os presos que fazem todo o serviço  Desde a manutenção ate a limpeza. Acontece que num desses dias atrás Acompanhados do guarda de certo plantão; Os presos subiram ate à PII Pra executarem serviços de manutenção. Pegaram as ferramentas, os apetrechos E os materiais de utilidades; P...

PROCESSO ARQUIVADO CONTRA O POETA

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WILTINHO POETA E O CORONEL DA SAP

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O PATO DE VILA INDEPENDÊNCIA

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O bairro de Vila Independência em São Paulo Fica entre pontos que lhe são referentes: A comunidade de Heliópolis, o Museu do Ipiranga E o charmoso bairro de Vila Prudente.   Pra chegar ao bairro sem ser de carro E sem ter que passar dissabor; Tem que pegar a Linha Turquesa da CPTM Ou a Linha Dois do Metrô.   Quem vier do centro pode vir pela avenida do Estado De São Caetano pela Comandante Aliberti; Ou qualquer via que circunde os acessos Pelo famoso rio Tamanduateí.   Todavia o bairro de Vila Independência, Como parte inerente de sua história, Tem ali na rua Doutor Francisco Mesquita Um Centro de Detenção Provisória. Uma cadeia antiga para os padrões atuais Com mais de vinte e cinco anos de idade E com apenas nove detentos Acima de sua capacidade.   Acontece que corre aí pela zero onze E promete ficar no anonimato; Uma certa pessoa que tem função de chefia E que está sendo chamado de pato.   O pato é aquela ave ou aquele animal Que nada, corre e voa também; E t...