O PATO DE VILA INDEPENDÊNCIA


O bairro de Vila Independência em São Paulo

Fica entre pontos que lhe são referentes:

A comunidade de Heliópolis, o Museu do Ipiranga

E o charmoso bairro de Vila Prudente.

 

Pra chegar ao bairro sem ser de carro

E sem ter que passar dissabor;

Tem que pegar a Linha Turquesa da CPTM

Ou a Linha Dois do Metrô.

 

Quem vier do centro pode vir pela avenida do Estado

De São Caetano pela Comandante Aliberti;

Ou qualquer via que circunde os acessos

Pelo famoso rio Tamanduateí.

 

Todavia o bairro de Vila Independência,

Como parte inerente de sua história,

Tem ali na rua Doutor Francisco Mesquita

Um Centro de Detenção Provisória.


Uma cadeia antiga para os padrões atuais

Com mais de vinte e cinco anos de idade

E com apenas nove detentos

Acima de sua capacidade.

 

Acontece que corre aí pela zero onze

E promete ficar no anonimato;

Uma certa pessoa que tem função de chefia

E que está sendo chamado de pato.

 

O pato é aquela ave ou aquele animal

Que nada, corre e voa também;

E tentando fazer de tudo

Não consegue fazer nada bem.

 

Os guardas dali de Vila Independência

Falam que ele até que é de boa;

Mas como um pato ele não sabe se corre,

Não sabe se nada e não sabe se voa.

 

Responsável pelo corpo da guarda

Ele fala que faz o que faz por amor;

E se oferece fazer de tudo um pouco

Pra mostrar serviço pro Diretor.

 

Desfalca o efetivo pra buscar a boia em Mauá

E faz servicinhos ali por perto;

Acompanha os presos que cumprem pena alternativa

E prestam serviço no semiaberto.

 

Faz conserto de viaturas quebradas

E é prestador de pequenos favores;

E desvia o efetivo do corpo da guarda

Pra fazer serviços de outros setores.

 

Quando exigiram nível superior

Pra assumir função de diretor na unidade;

Ele, que falta pouco pra se aposentar

Correu pra fazer uma faculdade.

 

Fala que enquanto estiver respirando

E estiver no serviço penitenciário;

Vai continuar servindo ao Estado

Com esse espírito voluntário.

 

Entretanto um certo policial que ali trabalha

E pediu que não fosse identificado;

Falou que, em Vila Independência o corpo da guarda

É um setor totalmente largado.

 

Os banheiros zoados são sem condições

E não chega sequer um ventilador

As torres se transformam em micro-ondas

Quando é época de calor.

 

Ele mandou que tirasse os colchões que tinham

E trouxe colchões de uso dos prisioneiros;

E mandou que acabasse com a academia

Que os guardas compraram com o próprio dinheiro.

 

No corpo da guarda não é novidade

Que a equipe está bem chateada;

Porque lá embaixo ele faz de tudo

Porém lá em cima ele não faz nada.

 

Os guardas de Vila Independência

Querem um diretor no corpo da guarda;

Mas que não seja como um pato

Que sabe de tudo e não sabe de nada.

 

Solidário com os guardas o Diretor da cadeia

Falou que vai dar uma atenção;

E vai fazer tudo que puder

Pra resolver a situação.

 

Falou também que quer um ambiente de paz

E vai ter um grande almoço no CDP;

Vai fazer um pato cozido

Pra todos os guardas comer.

 

 

 

 

 

 

Comentários

  1. Caramba.... Se cair outra... Na rede

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  2. O cara conseguir desenrolar um monte de coisas e tem quem fala isso

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  3. O cara desenrola um monte de coisas e tem quem fala isso.

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  4. O cara desenrola um monte de coisas e tem quem fala isso.

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