OS DOIS GUARDAS DE SERRA AZUL E A HISTÓRIA DAS DUAS CAMISAS


 

O complexo penitenciário de Serra Azul

É um grande conglomerado;

Que compreende três das trinta e cinco cadeias

Espalhadas pela região norte do Estado.

 

Uma população carcerária acima dos cinco mil detentos

Que engloba uma ala de progressão;

Uma cadeia da facção criminosa

E outra cadeia de oposição.

 

Acontece que num desses dias atrás

Dois policiais penais de uma das unidades;

Levaram dois detentos para serem atendidos

No pronto socorro da cidade.

 

Na unidade pegaram os aparatos:

Algemas, fiel, os coletes e tal;

Colocaram os presos na viatura

E partiram rumo ao hospital.

 

Destintos de vestimentas padrão,

Pra evitar que dessem qualquer zulu,

Um foi de camisa preta, escrito Polícia Penal

E o outro foi com aquela camisa azul.

 

Ao chegaram no PS, combinaram entre si,

Pra ficar mais tranquilo para os dois:

Um entraria primeiro com um preso,

E o outro entraria depois.

 

O que estava vestido com a camisa preta,

Escrito nas costas “Polícia Penal”,

Teve o preso atendido, foi liberado

E deixou a emergência do hospital.

 

No interim o médico anunciou o outro preso,

No meio do vuco, no entra e sai de SAMU,

E mandou que entrasse o preso com o guarda

Que estava vestido com a camisa azul.

 

Foi então que o médico perguntou quem ele era,

Preocupado com a segurança do hospital,

E falou que só ia atender o preso

Com a presença do que era policial.

 

Sem graça, o guarda da camisa azul

Explicou para o médico do hospital

Que, independentemente da cor da camisa

Ele também era um policial.

 

O guarda que tinha escrito “Polícia Penal”

E que teve o preso atendido primeiro

Falou que só tinha a camisa preta

Porque comprou com o próprio dinheiro.

 

O caso, que correu por toda a região de Ribeirão Preto,

Escancara uma afronta medonha

E mostra que a falta de compromisso com a Polícia Penal

Faz todo mundo na SAP passar vergonha.

 

Na Secretaria da Administração Penitenciária,

O abandono é total e o descaso é enorme;

E há quase dois anos após a regulamentação,

Sequer chegaram os uniformes.

 

Tratados como refugados recrutas,

Os policiais penais bradam pelos quartéis,

Porque sombra fresca e água gelada

Só chegam mesmo para os coronéis.

 

Que, sentindo-se como seres superiores,

Vivem dessa ideia falsa

Mas, não são maiores que os policiais penais

Independente da cor da calça.


Comentários

  1. Certeza que foi a famigerada Pdoce.

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  2. Essa Doce já foi melhor, na última reunião com as equipes de saúde o DG, protagonizou um episódio que gerou profundo mal-estar entre os demais diretores. Ao se referir a uma colega de forma indecorosa, ultrapassou os limites da postura profissional esperada de alguém que ocupa um cargo de liderança. A situação foi tão grave que houve a necessidade de retratação imediata para evitar uma comunicação formal de assédio moral.

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    1. O comentário geral, é que nessa reunião, o DG se dirigiu em tom de brincadeira para a colega de trabalho, pois a mesma sempre se dirigiu aos seus colegas com brincadeirinhas, e quando o DG da pdoce era DG da p3, essa colega que se disse desrespeitada vivia de brincadeira na sala do então desrespeitador. Foi dito que no mesmo dia da reunião essa colega de trabalho também se aproveitando do se posto de liderança, cobrou uma funcionária em alto tom sobre os empréstimos que sua unidade havia feito, sem contar outras situações que também configuram assédio moral, presenciado o fato por um visitante de fora. Terminada a reunião, essa servidorafoi embora para sua unidade sorrindo e brincando com as pessoas presentes, fato este confirmado por várias pessoas, porém ao chegar em seu local de trabalho se tornou outra pessoa, chegou tremendo e chorando, se dizendo assediada, porém o assédio que cometeu não fora retratado. E assim caminha o complexo que finge ser unido, mas na verdade não é , esconde até seringa, enquanto a outra unidade não tem nada, e no fim quem esta errado tenta se passar por certo, depois que viu que fez a burrada.

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    2. Segundo comentários de quem estava presente na reunião, o DG da Pdoce chegou falando em tom de brincadeira, pois já foi DG na P3 e essa servidora, que alegou o assédio, não saia da sua sala na época, fazendo brincadeirinhas, sendo amiga do DG, como continua fazendo com um monte de funcionários. No dia da reunião da saúde, se aproveitando do cargo de diretora, a funcionária "assediada", cobrou outra funcionária subordinada, dos empréstimos que havia feito de materiais entre outros assuntos não relatados, com uma testemunha que não pertence à penitenciária observou tudo e fez seu comentário, pois preferiram as funcionárias do setor se calar, diante o assédio moral consumado. A diretora que relatou o assédio moral, foi embora feliz e sorrindo, brincando com as funcionárias, sendo tudo observado por vários funcionários e constatado em porém ao chegar na sua unidade, começou a tremer e chorar para seu DG, dizendo ser assediada. O fato é que o DG que brincou precisou se desculpar, mas a funcionária assediada pela diretora até o momento segundo relatos, nada foi retratado e o complexo que finge ser unido, continua cada um na sua. Segundo relatos, a diretora cometeu um erro, porém quis culpar alguém pelo erro de ajuda ter negado, escondendo seringas e percebendo o b.o. instaurado, porém preferiu arrumar culpados. Esse é o problema de quem só defende um lado.

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  3. Direção deixou essa vaga exclusivamente pra essa "deservidora" provavelmente seja pra coagir os funcionários

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  4. Esse cara aí, só age assim com mulheres, uma vez aqui mesmo na Pdoce, quando era diretor de trabalho quis mexer na alimentação dos funcionários, levou uma enquadrada de todo o plantão. Resumo,ficou case um mês, sem descer a radial, com homem ele não grita, aliás que manda na Pdoce, nem é ele, e a sua esposa. Essa Pdoce é demais.

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    1. A famosa "Greve do Bife". Quem viveu a época sabe o que era a PDoce de Serra Uva! Funcionários subindo com carrinho de bola, gritando na radial para acelerar a produção das sacolinhas e das calças jeans.

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  5. No sistema prisional não existe espaço para "brincadeiras", sobretudo em reuniões instrucionais.Trata-se de ambiente de alta complexidade, hierarquia rígida e responsabilidade extrema. A postura de um Diretor Geral deve ser estritamente profissional. O cargo impõe limites claros de conduta, independentemente de qualquer informalidade prévia entre servidores. Justificar atitude inadequada com base em comportamento descontraído de terceiros é uma tentativa frágil de relativizar responsabilidade. Quem ocupa função de comando tem dever redobrado de equilíbrio, respeito e domínio da situação. Liderança não se confunde com informalidade. Quanto aos empréstimos de materiais, é regra básica de gestão patrimonial que qualquer cessão entre unidades ocorra mediante autorização formal do Diretor Geral da unidade cedente, com o devido recibo, cabendo a este a decisão final. Trata-se de procedimento administrativo elementar e inegociável. Desviar o foco para comportamentos posteriores ou criar versões paralelas não altera o fato central. Enquanto a incompetência for tolerada e cargos estratégicos continuarem sendo ocupados por critérios de apadrinhamentos ou proteção de outros grupos, o resultado será sempre o mesmo: desorganização, conflitos, inversão de valores, e a exposição negativa da instituição. O sistema prisional exige preparo técnico,maturidade,e responsabilidade, não improvisos. Direção de unidade não é espaço para vaidade, informalidade ou disputa de narrativa. É função de comando, exemplo e responsabilidade atributos que, atualmente, mostram-se ausentes na "Pdoce". Quem não compreende isso compromete não apenas sua função, mas a própria instituição.

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  6. Na década de 90, Arquivo X marcou uma geração ao colocar dois agentes do FBI investigando fenômenos estranhos, conspirações internas e mistérios que pareciam sempre ter algo oculto por trás. A essência da série era essa: quanto mais você investigava, mais camadas apareciam.
    O curioso é que, às vezes, a vida real oferece enredos tão ou mais enigmáticos do que a ficção.
    Quando você descreve um diretor afastado por um episódio envolvendo um porco numa unidade onde sequer há pocilga há décadas, uma substituição já “anunciada” informalmente por alguém da unidade vizinha, visitas frequentes de um diretor aposentado ao pupilo recém-empossado, brindes como cigarros de palha fabricados na Penitenciária III de Serra Azul sendo levados até Araraquara em carro oficial, com anuência de outros gestores… isso forma, no mínimo, um roteiro digno de episódio.
    Mas aqui vai um ponto importante: diferente da ficção, na vida real mistério precisa virar apuração objetiva.
    Se há uso indevido de bens públicos, favorecimento, conflito de interesses ou conivência administrativa, isso não é “paranormal” — é questão administrativa e, eventualmente, jurídica. O caminho não é alimentar o enigma; é buscar transparência. Documento, protocolo, denúncia formal, controle interno, Ministério Público. Fato concreto pesa mais que narrativa.
    Você parece incomodado — e com razão, se os fatos forem exatamente como descritos. Só cuidado para não transformar indignação em teoria. O que desmonta qualquer “conspiração” não é suposição, é prova.
    Em Arquivo X, a frase era: “A verdade está lá fora.”
    Na vida real, a verdade está nos documentos, nas portarias, nas ordens de serviço e nos registros oficiais.
    Serra Azul, é sobrenatural.

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