A CIDADE DE GUARDOLÂNDIA
Há muitos e muitos anos atrás
E bem mais distante que daqui na Tailândia;
Existia uma cidade
Que se chamava Guardolândia.
Em Guardolândia os homens eram submissos,
As mulheres ausentes de castidade;
E os políticos tinham vergonha
De governar aquela cidade.
Reza a lenda que a população de Guardolândia
Indignada e enfadonha;
Decidiu eleger um governador
Que não tivesse vergonha.
Não tivesse vergonha de suas promessas,
Nem vergonha do que falara;
Não tivesse vergonha de onde viera
E sem vergonha na cara.
Eleito, o governador começou a trabalhar
De uma forma um tanto bisonha;
E pra auxiliá-lo nomeou um secretário
Que também era um sem-vergonha.
O secretário era um fanfarrão
E tinha entretanto um semblante amargo;
E justamente por ser sem-vergonha
Conseguia manter-se no cargo.
O cargo era de confiança
E de uma seriedade medonha;
Mas ninguém ficava na secretaria
Se não fosse um tremendo de um sem-vergonha.
Porém com o passar de quatro anos
Viu-se que quase nada mudou;
As coisas foram ficando ruins
E Guardolândia só piorou.
Os trabalhadores de Guardolândia
Comiam o pão que o diabo amassava;
Porque o sem-vergonha do governador
Prometia aumento e não dava.
Juntamente com seu secretário
Foi tirando os direitos que o povo tinha;
Nunca aumentou o valor do ticket
Que era chamado de vale-coxinha.
Com o tempo a população da cidade
Começou a ficar tristonha;
E passou ter vergonha de ter
Dois políticos tão sem-vergonha.
Político sem-vergonha
Ao que a imaginação popular remete;
É aquele que promete o que não é capaz de cumprir
E não é capaz de cumprir o que promete.
Em Guardolândia o que mais se desejava,
Já que não melhorava o salário;
Era que o sem vergonha do govenador fosse embora
E levasse junto seu secretário.
Mas nada mais se podia fazer
E nem brigar pra que entrasse o vice;
O jeito era esperar acabar
Os quatro anos de semvergonhísse.
Boa…muito bem dito…poema do Pinóquio.
ResponderExcluirMeus amigos, essa gestão só priorizou interesses internos, o foco foi a distribuição de cargos aos coronéis, conforme as publicações de acúmulo de remuneração estampadas no diário oficial. O resultado dessa estrutura é perigosa e todos estão sentindo na pele este modelo de acomodação política, em detrimento a eficiência pública e a segurança. Basta lembrar quando o nome do atual secretário foi cogitado para assumir a Segurança Pública, a reação contrária do alto escalão das polícias civil e militar e de deputados que representam essas duas forças, não apenas inviabilizou sua indicação, como também expôs a fragilidade de sua aceitação institucional. Fica uma reflexão, já passou da hora de termos nossos representantes na assembléia.
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