Robson check foi um daqueles guardasQue gostou das coisas excepcionais;
E por morar numa área rural da cidade
Sempre teve convívio com animais.
Na cadeia todos os dias
Que ele chega pra mais um plantão;
Os cachorros que têm ali vão ao seu encontro
E o acompanham até o portão.
Além do Check há outros colegas
Como o Valmir e o Bigu;
O João Paulo que também é veterinário,
O Ramos, a Andréia e a Malu.
Esses colegas juntamente com o Robson Check
Que são pessoas repletas de abnegação;
Tiram dinheiro do próprio bolso
Pra comprar remédio e comprar ração.
No CDP de Suzano tem um montão de cachorros
Dentre os quais um cachorrinho chamado Negão;
Que por cargas d’água sofreu um trauma
E acabou perdendo a visão.
Como Negão não consegue enxergar
E fica vagando pelo CDP;
Ele depende dos guardas que ali trabalham
Para dar as coisas pra ele comer.
Acontece que num desses dias atrás
Negão deixou a frente da portaria;
E saiu andando pelo estacionamento
Sem saber ao certo por onde ia.
Passou por um vão que tem no alambrado
Ao passo que ia caminhando;
E caiu dentro um lago
Que tem atrás do CDP de Suzano.
Um certo guarda que trabalha na sub
Ficou apavorado com o que viu;
Rapidamente acionou o Bombeiros
E a defesa civil.
O lago atrás do CDP de Suzano
Onde o Negão se embrenhara;
É cheio de iguanas e jararacas
Cobras d’água e capivara.
Foi então que o Robson Check
Na demora de chegar o socorro;
Se jogou no lago com roupa e tudo
Pra poder salvar o cachorro.
Mergulhou pelas águas turvas
Quase que calcorreando;
E conseguiu pegar o Negão
Que estava a pouco se afogando.
Todo sujo e enlameado
Ficou uma hora a mais do plantão;
Pra não ser comunicado
Por ter saído pra salvar o Negão.
Foi embora vestido com roupa dos presos
Mas com alegria no coração incutida
Que, a razão maior de querer viver
É o valor que se dá pela vida.
PARABÉNS ROBINHO.... ATO DE AMOR ❤️
ResponderExcluirQue atitude nobre. Parabéns ao colega Robson e aos demais que contribuem para o bem de animais que aparecem nas cadeias ou mtas vezes são abandonados.
ResponderExcluirE amigo poeta, mto satisfatório ver um poema sobre coisas boas, dentre as inúmeras patifarias que lemos e vivemos
Atitudes assim merecem aplausos, mas outras merecem sem muito bem esclarecidas,
ResponderExcluirontem na Jornada da Cidadania do Complexo de Serra Azul um assunto tomou conta das rodas de conversas paralelas, o depoimento de um ex-diretor, sobre pagamentos indevidos de honorários de docentes da EAP, o episódio que escancara não apenas possíveis irregularidades administrativas, mas também o retrato de uma estrutura marcada pela falta de fiscalização, transparência e responsabilidade com o dinheiro público.
O suposto desfalque milionário aos cofres do Estado, identificado logo no início da implantação da Polícia Penal. Segundo informações que circulam entre servidores, teriam sido realizados lançamentos indevidos de honorários destinados a docentes da EAP, beneficiando especialmente um servidor que atuava em uma diretoria específica da unidade.
Os valores envolvidos impressionam. Há comentários de que o montante pago irregularmente se aproxima de R$ 500 mil, resultado de anos de recebimentos mensais sem que, aparentemente, houvesse qualquer ação dos gestores daquela unidade, uma vez que os lançamentos foram efetuados indevidamente durante anos, em um período no qual não havia cursos de formação para o então cargo de Agente de Segurança Penitenciária, atualmente denominado Policial Penal.
Agora, com o caso exposto, iniciam-se as medidas cabíveis: investigações em andamento, servidores sendo ouvidos e um clima de tensão tomando conta dos corredores da unidade. A preocupação é visível entre aqueles que, até pouco tempo atrás, pareciam intocáveis.
O mais alarmante, porém, é que, segundo relatos, ao ser rastreada a origem dos lançamentos, os registros apontariam para computadores vinculados à Diretoria Geral da instituição, inclusive mediante a utilização de senha pessoal. Caso tais informações sejam confirmadas, não se estará diante de um simples erro administrativo, mas de algo muito mais grave e comprometedor.
Também chama atenção o fato de que, segundo consta, o antigo diretor da unidade teria passado mal no momento em que seria ouvido, impossibilitando seu depoimento. Coincidência ou não, o episódio apenas aumenta as dúvidas e fortalece a sensação de que ainda há muito a ser esclarecido.
Enquanto o policial penal trabalha sob pressão, risco constante e salários defasados, causa indignação imaginar que recursos públicos possam ter sido desviados justamente dentro de uma instituição que deveria prezar pela disciplina, legalidade e moralidade administrativa.