OS FIÉIS DA COREVALE E A IGREJINHA DO COORDENADOR


 


Quando a dinastia oriunda da zero dezoito

Assumiu a coordenadoria em Taubaté;

Eles levaram a experiência que tinham 

Mas também a força e o poder da fé.


Reza a lenda que antigamente na Corevale

Havia muita perturbação;

E como as pessoas não iam à igreja

Tinha muito incrédulo e muito pagão.


As más linguas contam que alguns diretores

Que sempre gostaram de mamar numa teta;

De dia ascendiam uma vela pra Deus

De noite ascendiam uma pro capeta.


Havia também um espírito de Sodoma e Gomorra

Que as pessoas fugiam querer saber;

Porque tinha mulher que era casada com ASP

Mas gostava de AEVP.


Foi então que o novo coordenador

Que male male bebia cerveja;

Chegou pondo ordem na Corevale

E levando o povo pra sua igreja.


Ele trouxe um gordinho que era também do fundão

Pra ser o seu vice coordenador;

Mas como o gordinho era bom de lábia

Acabou virando o segundo pastor.


Cara de um e focinho do outro

Os dois formavam a dupla certa;

Um cuidava da igreja

E o outro cuidava da oferta.


Diretores de núcleos, diretores de centro

Diretores de disciplina e até de plantão;

A maioria dos diretores estava indo pra igreja

Mas não em busca da salvação.


Uma certa funcionária que trabalha na P1

Revelou que seu chefe era um crente amargo;

Mas que só estava indo para os cultos da igreja

Pra poder se manter no cargo.


Conta-se que houve um milagre em Tremembé

Mais precisamente na P2 feminina;

Onde uma guarda falou que iria pra igreja

E virou diretora de Disciplina.


Mas o caso mais icônico e escandaloso

E que mostra que ali nada foi casual;

É um agente administrativo

Que ainda excerce funções de policial.


Desde que entrou pra igreja do coordenador

Recebeu uma poderosa unção;

Tomar conta de presas onde é chefe

Da seção de trabalho e educação.


Testemunhas confirmam que ele é apenas motorista

Sem experiência de policial e de diretor;

Mas o que importa é que ele frequenta a igreja

Onde frequenta o coordenador.


Entretanto passados quase dez anos

De reinado dessa turma em Taubaté;

O que começou como uma igrejinha

Se transformou em um grande mercado da fé.


De posse do poder eles conquistaram prestígio

E transformaram funcionários em crentes;

E encheram a cordenadoria

De amigos e de parentes.


Perseguiram pessoas que fizeram denúncias

Instauraram PAD's, entregaram de bandeja;

Clientelistas passaram muito pano

Só pra quem era irmão da igreja.


Muitas pessoas levaram bonde

Outras adoeceram e se afastaram também;

Não pelo fato de não ter ido pra igreja

Mas pelo fato de não ter falado amém.


O nível espantoso de assédio moral,

De perseguição e espectro de guerra;

Fazia parecer que a Corevale

Fosse um pedaço do inferno na Terra.


As pessoas ainda falam que na Corevale

O culto era sempre a intenção derradeira;

E que a fé foi usada como subterfúgio 

Pra esconder um montão de sujeira.


Agora com a saída desses escribas 

E o fim de vícios antigos;

O trabalho do novo coordenador

Vai ser separar o joio do trigo.


Com a iminente chegada de novas pessoas

E queira Deus de uma nova equipe também;

Serão revelados os que amam Jesus

E os que amam o cargo que tem.




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