A PENITENCIÁRIA DE RIOLÂNDIA E O LAVA-RÁPIDO DA PREFEITURA


A cidade paulista de Riolândia
Como toda cidade do interior;
É servida por uma extensa malha viária
Muita área verde e também muito calor.
 
Há cento e trinta kms de Rio Preto
E distante de outros polos regionais;
Riolândia fica bem no extremo noroeste
Na divisa entre São Paulo e Minas Gerais.
 
Como é comum nas cidades onde famílias
Sempre ditaram o seu destino;
Em Riolândia há os Santana, os Lemos, 
Os Maldonado e os Felisbino.
 
Num passado próximo esses oligarcas
Se alternavam no poder da cidade;
E viviam como se Riolândia
Fosse sua propriedade.
 
Entretanto como na maioria das cidades paulistas
Onde o governo obrigou fazer;
Riolândia ganhou um complexo penal
Com uma penitenciária e um CDP.
 
O complexo possui diretorias distintas
Com absoluto poder pra administrá-lo
E o Diretor da unidade penitenciária
Não tem quem ouça desafiá-lo.
 
Como os Felisbino e os Maldonado
Das oligarquias de Riolândia;
A cadeia é ele quem cuida
E na cadeia é ele quem manda.
 
Mas certa pessoa disse que esse Diretor
Que tem capangas à sua volta;
Falou que não queria que em “sua penitenciária”
Tivesse uma base de escolta.
 
Contra a própria vontade cedeu um espaço
Porque lhe desceu goela abaixo a princípio;
Até que a vigésima quarta base de escolta
Foi instalada no município.
 
Tinhoso e assediador
Perseguia a todos sem distinção;
Ao ponto de os guardas adoecerem
E quase pedirem exoneração.
 
Sem apoio os guardas montaram a base
Com todo tipo de impedimentos;
E chegaram fazer vaquinha
Pra comprar utensílios e equipamentos.
 
Com o próprio dinheiro mandaram arrumar
Móveis usados e computador;
E não recebiam nem papel higiênico
Por ordem do diretor.
 
Foi então que um dia ele baixou uma proibição,
Fazendo uso de sua autoridade;
Que os guardas não lavassem mais as viaturas
Onde se lavam os veículos da unidade.
 
Acuados e com medo de responder
E pra manter limpas as viaturas;
Pediram ajuda ao prefeito
Pra usar o lava-rápido da prefeitura.
 
Vendo indícios de assédio moral
Não passaram pano para o dito cujo;
Porque, não fosse a colaboração do prefeito
Os carros da escolta andariam sujos.
 
No complexo penal de Riolândia
O clima é desolador;
E os guardas não entendem o porquê
São o calcanhar de Aquiles do diretor.
 
Por sua vez o Doutor Malvino
Vai ver direitinho o que pode ser feito;
Se destitui o diretor da cadeia
Ou se condecora o prefeito.
 
Mas falou pro prefeito de Riolândia
Que quando o valor da água chegar;
Mandar o pix pro diretor da unidade
Ou mandar a conta pra ele pagar.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Comentários

  1. Estamos todos cansados deste sistema Penitenciário opressor vamos todos se unir e parar o serviço quero ver diretor que se sustenta na cadeira onde senta!

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  2. A melhor maneira seria nossa família lá na subportaria fazendo pressão lá fora e nós fazendo o serviço bemmmm + bemmmm de vagar ... pra ninguém ser prejudicado e nem tomar um comunicado... nossa família lá fora fazendo barulho batendo panela...

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  3. Todas as greves de polícia militar foram assim seus familiares que fazem o barulho todos e chamam a TV rádio jornal pra fazer a cobertura

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  4. Caraca poeta, você esqueceu de falar nesse belo poema que ele nao ameaça os policia da escolta que fica parados na unidade, ese vagabundo

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  5. Denúncia no disk 100 é anônimo é um canal go governo federal protegido por lei é descomplicado e rápido e super eficaz.

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