A PENITENCIÁRIA I DE FRANCO DA ROCHA E O PONTO DE ÔNIBUS DA POLÍCIA PENAL
A Penitenciária Mario Moura Albuquerque
Da mais antiga é a principal
Das cadeias de Franco da Rocha
Que fazem parte do complexo penal.
O Complexo Penal de Franco da Rocha
Que grandioso por sua vez;
Compreende três unidades:
A P1, a P2 e a P3.
Passando por uma ampla reforma no prédio
Após uma rebelião incendiária;
A P1 reduziu o seu efetivo
E drasticamente sua população carcerária.
A direção do complexo fechou também o CPP
E o corpo funcional já não corresponde;
Porque poucos ficaram por ali mesmo
E muitos acabaram levando bonde.
Com todos os percalços que tem o sistema
As agruras de uma unidade;
Os guardas falam que na P1 de Franco da Rocha
Se gozava de paz e tranquilidade.
Mas certo guarda que trabalha em Franco
E que leva o seu serviço a cabo;
Falou que ali tem um Diretor de disciplina
Com a alma vendida para o diabo.
Falou que o DG é um cara bacana
E trata as pessoas com jeito fraterno;
Mas que esse Disciplina é um capiroto
Que assumiu as chaves das portas do inferno.
Autoritário ele controla a cadeia
E traz a cadeia na palma da mão;
Coloca medo e terror nos guardas
Com assédio moral e perseguição.
Segundo as guardas ele é misógino
Porque trata as mulheres com insipiência demais;
E teria dito que sente aversão
A pobres, a negros e a homossexuais.
Se dirige aos guardas com palavras chucras,
Repletas de xingos e estultícia;
E fala que quem não usa a farda que ele usa
Não tem perfil para ser polícia.
Humilha os colegas com hostilidades
E palavras boçais dos quais faz uso;
E os guardas falam que em Franco da Rocha
Ninguém suporta mais tanto abuso.
Ao rodar pelo APP pra conferir
Se as coisas estavam conforme seu jeito;
Mandou abrir um PAD contra um guarda
Só porque não estava sentado direito.
Acontece que num desses dias atrás
Ele num surto de estresse mental;
Mandou escrever num ponto de ônibus
O símbolo da Polícia Penal.
O ponto de ônibus que é da prefeitura
E que fica na entrada da unidade;
É para uso das pessoas que moram ali
E trabalham nas proximidades.
Perguntado qual seria a razão
E quais os pretextos para a escrita;
Ele falou que mandou fazer
Pra poder amedrontar as visitas.
O que os guardas não entendem em Franco da Rocha
E nem um mago entenderia;
É como que essa criatura do mal
Conseguiu assumir uma diretoria.
Em Franco da Rocha os guardas falam
Que não sentem maldade no coração;
Mas quando olham pra cara dele
Perdem a vontade de fazer oração.
Mas falaram que quando ele morrer
E tiver que passar pelo fogo eterno;
Vão orar pra Deus proteger o diabo
Se ele assumir uma diretoria no inferno.
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