O ANTROPOMORFISMO DA SOLANGE: A CACHORRA QUE PODE SER DIRETORA EM PIRAJUÍ
Dos seus trinta e seis complexos prisionais, Que agregam suas cento e oitenta unidades, Cada cadeia dentro do Estado de São Paulo Tem sua particularidade. Dizer que as unidades prisionais de São Paulo São repletas de singularidades É aceitar que, distintas, têm muitas coisas Que são comuns em qualquer unidade. Toda cadeia tem gambiarra, Quase toda cadeia tem rato, Uma mulher que não gosta de brincadeira, Um contador de mentira, um cara chato. Mas, não obstante toda essa pluralidade Que o sistema prisional de São Paulo ostenta, Tem coisa que tem em uma cadeia E que não tem nas outras cento e oitenta. Na Penitenciária Feminina de Pirajuí E das peculiaridades a que a ela tange, Na entrada da casa da Diretora Tem uma cachorrinha chamada Solange. Reza a lenda que desde que as guardas de Guariba Foram transferidas para Pirajuí; A Diretora correu e arrumou a Solange E pôs ela de guarda ali. Ninguém sabe a raça dela Nem se ela tem ou não tem pedigree; O que se sabe é que cachorra igual a...