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POEMA: OS RATOS DO CDP DE SUZANO

Quando chegou a notícia em Suzano Que a alimentação iria melhorar; Os guardas saudaram com brados E começaram a comemorar. Pela expectativa por uma alimentação  Que os deixasse mais entusiasmados; E porque a comida que vinha de Hortolândia Estava com os dias contados.  Em Suzano os guardas sempre desejaram Uma alimentação tão boa que fosse infinita; Pra não ter mais que comprar marmitex E não precisar de levar mais marmita. Dai então que foi decidido lá em cima Pra iniciar já no comecinho da semana; Que tanto a comida do guarda quando a boia do preso Passariam a vir de Santana. Lá em Santana há uma estrutura de cozinha E a comida já sai direto; Abastecendo algumas  cadeias Que fazem parte da Coremetro. Mas certo guarda que pediu pra ficar em off Escalado pelo chefe de seu plantão ; Saiu três horas da madrugada de Suzano  Pra buscar a alimentação. Ao chegar em Santana entrou  numa fila  Pra carregar o café e os sacos de pão; Quando de repente um enorme rato ...

POEMA: O TRISAL III E A BASILEIA DE TREMEMBÉ

  Quando os gregos conceberam a arquitetura Transformando-a em artes universais; Eles remeteram o conceito de nobreza Às residências e aos palácios imperiais. Daí mais tarde os povos bizantinos Se inspiraram nos gregos e suas ideias; E construíram residências oficiais Dando a elas o nome de basileia. Muito embora fosse um esconso palaciano A basileia era a sede da partilha; Além de ser a moradia oficial Do imperador e de sua família. Mas tá correndo aí pelo Vale do Paraíba E conversa fiada não é; Que está sendo construída uma basileia Na penitenciária feminina de Tremembé. Tomadas de luxúria as cadeias de Tremembé Desde que o complexo formou um trisal; Corre uma reforma que já dura quase um ano Na residência oficial. As guardas que trabalham ali relatam Que viram os presos em trabalhos servis; Nos feriados e até nos finais de semana Reformando a basileia pra imperatriz. Falam que os presos trabalham sem descanso E sem terem horas intercaladas; Carregando latas e sacos nas costas Qu...

POEMA: O BAMBUZAL DA COREMETRO

Correu essa semana ai pela capital E foi notícia nas cadeias do Estado; Um pé de vento que chacoalhou o sistema E deixou todo mundo aterrorizado. Os motivos do fato ninguém sabe ainda E pelo jeito vai continuar em secreto; O que se sabe até agora é que um pé de vento Chacoalhou o bambuzal na Coremetro. A Coremetro, pra quem ainda não sabe É como as antigas províncias romanas; Os Diretores das cadeias são o provincianos  E o coordenador a autoridade pretoriana. Como os sofismas que Dante Alegrieri  Escreveu na sua obra A DIVINA COMÉDIA; A Coremetro vive nos dias de hoje Como se fosse na idade Média. As cadeias como as de Franco da Rocha São como tumbas de cemitérios E as viaturas da base da escolta Capengando pelas ruas do Império. Dotada de influência política, a coordenadoria É um núcleo de comando da Polícia Penal; E funciona como um consórcio de cadeias  Na região metropolitana da capital. Com vinte e nove cadeias e trinta e três mil detentos  Espalhados pelos arr...

POEMA: O VIRA-LATA CORONEL

Coronel é um cachorro vira latas Que vagueia as ruas pelas portas do quartel; E como vive ali, rosnando e latindo Ganhou a alcunha de cachorro coronel. Dona Maria a vizinha lá da rua Chega em casa e bradeja: ah meu Deus do céu; "Eu não gosto de cachorro vira-latas, Vá embora coronel! Vá embora coronel"! Mas coronel fica só roendo osso Que eles jogam lá na porta do quartel; E a criançada da rua se diverte "Larga o osso coronel! Larga o osso Coronel"! A noite o silencio cala as ruas E só se ouve os latidos no quartel; E as pessoas que só querem descansar "Cala a boca coronel! Cala a boca coronel"! Seu Antônio que sai cedo pro trabalho Abre a garagem pra tirar o seu corcel; E pra não atropelar um cachorro vira-latas "Sai fora coronel! Sai fora coronel"! O vizinhos até gostam de cachorros Porque eles correm os fumadores de maconha; Mas os fumadores já embaiaram o coronel Porque esse coronel é um vira-lata sem vergonha. Os milicos não suportam mais mo...

POEMA: A CONDESCENDÊNCIA DO CDP 1 DO BELÉM

  Na avenida Condessa Elizabete Robiano Ha vinte e um minutos da estação do trem; Fica o centro de detenção provisória Mais conhecido como Chácara Um do Belém. Reza a lenda que no século dezenove Mais precisamente nos seus anos finais; Aquela região era ocupada por agricultores E dividida em pequenas propriedades rurais. Naquela época ainda usava-se o código Morse Para quem precisava telefonar; E o Belém que era uma pequena chácara Não tinha cadeia e muito menos aparelho celular. Entretanto está circulando aí pelas redes sociais E não é nenhum segredo pra ninguém; Um vídeo feito por uma jovem advogada Dentro do CDP um do Belém. Com o intuito de registrar um evento da OAB  E um grupo de advogados notórios; O video mostra as partes internas da cadeia Desde o portão principal até a sala do parlatório. No dito evento a advogada faz selfies  E o movimento na entrada um tanto cheia; Ela mostra a muralha, a linha de tiro, a revisora E as áreas reservadas e sigilosas da cadeia. E...

POEMA: O TRISAL DE TREMEMBÉ II E O GORDINHO DO FUNDÃO

  Não seria de causar espanto ou repulsa Esquives, aversão ou tudo junto; Que a Penitenciária 2 de Tremembé, a feminina É uma cadeia que não para de dar assunto.   Reza a lenda que antes da atual diretoria Imposta pela instituição do complexo penal; A cadeia vivia um ambiente de tranquilidade Cheio de placidez e equilíbrio emocional.   As pessoas falam que com todos os problemas Reinava ali uma certa harmonia; Até o dia que virou um complexo E chegou uma nova diretoria. Falam também que há uma briga por espaço Como nunca teve em Tremembé; E alguns diretores se comportam como animais Convivendo numa Arca de Noé.   Mas tá correndo ali pela boca dos funcionários Um movimento de clara insatisfação; Com a má gestão e atitudes do Diretor Que está sendo chamado de gordinho do fundão.   As guardas falam que o Diretor é impertinente E trata com desdém as guardas ali; Além de ser um líder inacessível Promete um montão de coisas que não é capaz de cumprir.   Asqueroso...

POEMA: AS TRÊS CRIATURAS INDESEJÁVEIS

  Tá correndo aí por todo o Estado Mas ninguém sabe se é fato novo; Uma possível volta de alguns políticos Bem conhecidos do povo.   São três criaturas indesejadas Refertos de puro sofismo; E tudo que sempre quiseram Foi destruir o funcionalismo.   Dois deles já foram pra lá Outro ainda está por aqui; O "picolé de chuchu", o "calcinha-apertada" E o "cara de abacaxi"   O "picolé de chuchu" fez muitas coisas pro povo E para os servidores fez quase nada; E foi ele o responsável De ter surgido o “calcinha-apertada”.   O “calcinha-apertada” exprimia crueldade Até no jeito dele sorrir; E foi ele o responsável por ter sido eleito "O cara de abacaxi".   O "cara-de-abacaxi" fez coisas pro povo Mas tem muita coisa estagnada; Com tanto vacilo dele é capaz de voltar O "picolé-de-chuchu" ou o "calcinha-apertada".   Se o "calcinha apertada" quiser mesmo voltar E parar de arrumar zulú; Vai tirar voto do cara de ...