O JULGAMENTO DE MARY BROWN E A ENFERMARIA DA P III DE LAVÍNIA


Quando a promotoria do condado de Pierce

Denunciou o caso ao tribunal;

A população de Wisconsin foi para as ruas

Pedir o julgamento de Mary Brown.

 

Mary Brown foi aquela enfermeira

Que embora vivido toda uma rotina;

Aventurou ser uma médica

Sem ter feito curso de medicina.

 

Os registros do hospital de Wisconsin

Relatam como tudo aconteceu;

Mary Brown amputou o pé de um homem

E poucos dias depois o homem morreu.

 

Sem ordem médica pra realizar a cirurgia

Mary Brown cometeu a maior besteira;

Querer fazer o papel de médica

Sem fazer sequer o papel de enfermeira.

 

Todavia na Penitenciária três de Lavínia

Tá acontecendo da mesma maneira;

Onde uma poderosa Assistente Social

Tá pagando de médica e enfermeira.

 

No setor de saúde da unidade é ela

Quem define todos os procedimentos;

Avalia os detentos, diagnostica

Prescreve e libera medicamentos.

 

O médico mesmo, o Doutor da cadeia.

Que sempre procura trabalhar com cautela;

Não prescreve nenhuma receita

Sem antes passar pelo crivo dela

 

Na enfermaria é ela quem dá as ordens

E em todo assunto ela se intromete;

E mandou por senha nos computadores

Pra ninguém acessar a internet.

 

Como a equipe da saúde é terceirizada

E é um consórcio que colabora;

Ela subjuga e constrange as técnicas

E as ameaça mandar embora.

 

Quando os guardas precisam pegar um remédio

Ou levar um preso até à enfermeira;

Ela tranca a sala de medicamentos

E esconde a chave numa geladeira.

 

No plantão ela usa um jaleco branco

Com postura clínica de cuidadora;

E incorpora a maga da medicina

Ouvindo os presos a chamar de doutora.

 

Se um guarda pede pra tomar um remédio

Na iminência de achar uma cura;

Ela manda fazer o papel de saída

E ir no postinho da prefeitura.

 

Autoritária e sem nenhuma empatia

Ela é uma simples Assistente Social;

E quer fazer na P3 de Lavínia

Como em Wisconsin fez Mary Brown.

 

Mas certa pessoa que trabalha lá dentro

E pediu pra não ser revelada;

Falou que quando vê o diretor do complexo

Ela fica toda ouriçada.

 

Falou que quando ele vem chegando

Tranquilo como ninguém

Ela fala: “lá vem o Principe de Graysikull”

Do castelo lá do He man.

 

Os guardas falam que não procede

Porque é de poucos que ela gosta;

E quando ele não está por perto

Ela mete o pau pelas costas.

 

Em Lavínia três a diretoria

Anda pisando a pontinha do sapato;

E a relação dos Diretores com ela

É um olho no peixe e outo olho no gato.

 

O que se questiona na P3 de Lavínia

E os guardas pedem que alguém os ajude;

Como pode uma pessoa que nem possui um COREN

Ser responsável pela saúde.

 

Por sua vez os policiais penais de Lavínia

Já desacreditados da Polícia Penal

Se veem mais distantes do Castelo de Graysikull

E mais perto da casa de Mary Brown.

 

 

A PENITENCIÁRIA FEMININA DE RIBEIRÃO PRETO; A CADEIA ONDE É PROIBIDO FOFOCA




Tá correndo aí pela zero dezesseis

E por todo o entorno de Ribeirão;

Que a Diretora da Penitenciária feminina

Chamou às pressas uma reunião.

 

A notícia que correu é fresquinha

E ela começou com o administrativo;

Depois vai fazer com os quatro turnos

E todo mundo vai saber o motivo.

 

Curiosas, as policiais penais em Ribeirão Preto

Estão todas de ouvido aguçado;

Pra saber se ainda é sobre os prints

Ou sobre o BO que acabou sendo arquivado.

 

Mas segundo uma guarda que tem ouvidos sensíveis

Que faz pouca dejep e faz poucas trocas;

O motivo real teria sido pessoas

Que andam espalhando fofocas.

 

Essa mesma guarda também falou

Que a Diretora quase deu um piti;

Quando vazou que ela assumiria

A cadeia feminina de Pirajuí.

 

A reunião que teria sido em São Paulo

E que era pra pouca gente saber;

Só participaram bigode grosso

Doutor Malvino e DGPP.

 

A conversa deixou a galera ouriçada

E correu na velocidade de um tiro;

Porque daí ela levaria na bagagem

A Odete Roitman, a Doida e a Biro-Biro.

 

Na cadeia a alegria foi tanta

Que as guardas marcaram até tomar uma coca;

Pedindo a Deus pra que essa conversa

Não fosse apenas uma fofoca.

 

Irritada e com os nervos à flor da pele

E quase tendo uma convulsão

Ela não quis colocar panos quentes

E resolveu chamar a reunião.

 

Entretanto o problema é que em Ribeirão Preto

E isso é verdade à luz do dia;

É que as conversas só são fofocas

Quando atingem a diretoria.

 

É verdade que as guardas estão trabalhando

Com baixo efetivo todo lascado;

Que o portão que dá acesso à cozinha

As presas não abrem porque vive quebrado.

 

Outra coisa que também é verdade

Mas não corre na boca de fofoqueira;

É que tem dia que uma guarda sozinha

Toma conta de quase a cadeia inteira.

 

Que a guarda tem que pegar pp

E pegar as cartas nas portas das celas;

E que a Diretora não gosta das guardas

E faz fofoca das vidas delas.

 

É verdade também que a Disciplina

Não consegue se pôr no lugar

Faz reunião com as “irmãs” dos “irmãos”

E não chama as guardas pra participar.

 

O ideal seria em Ribeirão Preto

Era mexer lá em cima primeiro;

Tirar a Diretora de Disciplina

Já ajudava acabar com o converseiro.

 

Chateado o Doutor Malvino falou

Que vai balançar o pé da jiripoca;

E que até o final do mandato

Ele vai tentar acabar com a fofoca.

 

Mas disse também que pra acabar com as fofocas

A SAP vai tomar uma decisão;

Mandar a Shirley pra Pirajuí

E trazer a Graziela pra Ribeirão.

 

 



 

A HISTÓRIA DO FILME THE HAUNTING E O CPP FEMININO DO BUTANTÃ



Quando Shirley Jackson escreveu The Haunting

O livro ganhou uma notoriedade suprema;

Ao ponto de quatro anos depois, seu romance

Virar obra clássica do cinema.

 

The Haunting of Hill House, o filme,

Com Robert Wise como diretor;

Retrata uma casa mal assombrada

Rodeada de espectros e de terror.

 

Segundo o romance de Shirley Jackson

A mansão tinha estigma de antiguidade;

Escadas largas, salões enormes

E um cheiro constante de umidade.

 

O ambiente sinistro durante as noites

Portas sozinhas, abrindo e fechando;

E a sensação estranha de ter

Alguém do outro lado te vigiando.

 

Passados sessenta e quatro anos

Dentre tantas coisas ruins e boas;

O filme-romance de Shirley Jackson

Continua despertando paixão nas pessoas.

 

Mas, segundo uma guarda que leu o romance

Há uma relação vazia de afã;

Entre o filme de Robert Wise

E o CPP feminino do Butantã.

 

Segundo essa guarda, além de assombrosa

Com galerias e celas escuras;

A cadeia feminina do Butantã

Está com paredes cheias de rachaduras.

 

Nos pisos dos prédios da carceragem

Que tem as cores azul e amarela;

As fissuras são tão enormes

Que parecem verdadeiras crateras.

 

Os portões travando sem manutenção

A diretoria não sabe o que acontece;

E um elevador do prédio amarelo

Que há meses parado nem sobe nem desce.

 

Esses dias um vazamento de gás na cozinha

Quando uma presa desceu pra ligar as caldeiras;

Houve um lépido início de incêndio

Se alastrando pelas mangueiras.

 

Outra guarda disse que num desses dias

Com a cadeia movimentada;

Um pedaço do reboco caiu do teto

E a presa quase foi soterrada.

 

A cadeia é dois prédios com quatro andares

 

Com o dado crônico do baixo efetivo

E a população carcerária que só faz aumentar;

Dá um pouco mais de seiscentas presas

Pra uma guarda sozinha cuidar.

 

Funcionárias doentes se afastando

E essa LPT que não roda nada;

No Butantã o que era pra ser uma cadeia

Tá virando uma casa mal assombrada.

 

Entretanto o que causa indignação

E que não é um filme imaginário;

É que tudo isso já chegou aos ouvidos

Do DGPP e do secretário.

 

O coordenador, o Doutor Fernando

Pode muito pouco por sua vez;

O DGPP é devagar quase parando

E o secretário da SAP um vaso chinês.

 

Enquanto isso a cadeia do Butantã

Se não for tomada uma solução;

Vai virar uma alegre história de filme

Ou uma triste notícia de televisão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

A PENITENCIÁRIA I DE FRANCO DA ROCHA E O PONTO DE ÔNIBUS DA POLÍCIA PENAL


A Penitenciária Mario Moura Albuquerque

Da mais antiga é a principal

Das cadeias de Franco da Rocha

Que fazem parte do complexo penal.

 

O Complexo Penal de Franco da Rocha

Que grandioso por sua vez;

Compreende três unidades:

A P1, a P2 e a P3.

 

Passando por uma ampla reforma no prédio

Após uma rebelião incendiária;

A P1 reduziu o seu efetivo

E drasticamente sua população carcerária.

 

A direção do complexo fechou também o CPP

E o corpo funcional já não corresponde;

Porque poucos ficaram por ali mesmo

E muitos acabaram levando bonde.

 

Com todos os percalços que tem o sistema

As agruras de uma unidade;

Os guardas falam que na P1 de Franco da Rocha

Se gozava de paz e tranquilidade.

 

Mas certo guarda que trabalha em Franco

E que leva o seu serviço a cabo;

Falou que ali tem um Diretor de disciplina

Com a alma vendida para o diabo.

 

Falou que o DG é um cara bacana

E trata as pessoas com jeito fraterno;

Mas que esse Disciplina é um capiroto

Que assumiu as chaves das portas do inferno.

 

Autoritário ele controla a cadeia

E traz a cadeia na palma da mão;

Coloca medo e terror nos guardas

Com assédio moral e perseguição.

 

Segundo as guardas ele é misógino

Porque trata as mulheres com insipiência demais;

E teria dito que sente aversão

A pobres, a negros e a homossexuais.

 

Se dirige aos guardas com palavras chucras,

Repletas de xingos e estultícia;

E fala que quem não usa a farda que ele usa

Não tem perfil para ser polícia.

 

Humilha os colegas com hostilidades

E palavras boçais dos quais faz uso;

E os guardas falam que em Franco da Rocha

Ninguém suporta mais tanto abuso.

 

Ao rodar pelo APP pra conferir

Se as coisas estavam conforme seu jeito;

Mandou abrir um PAD contra um guarda

Só porque não estava sentado direito.

 

Acontece que num desses dias atrás

Ele num surto de estresse mental;

Mandou escrever num ponto de ônibus

O símbolo da Polícia Penal.

 

O ponto de ônibus que é da prefeitura

E que fica na entrada da unidade;

É para uso das pessoas que moram ali

E trabalham nas proximidades.

 

Perguntado qual seria a razão

E quais os pretextos para a escrita;

Ele falou que mandou fazer

Pra poder amedrontar as visitas.

 

O que os guardas não entendem em Franco da Rocha

E nem um mago entenderia;

É como que essa criatura do mal

Conseguiu assumir uma diretoria.

 

Em Franco da Rocha os guardas falam

Que não sentem maldade no coração;

Mas quando olham pra cara dele

Perdem a vontade de fazer oração.

 

Mas falaram que quando ele morrer

E tiver que passar pelo fogo eterno;

Vão orar pra Deus proteger o diabo

Se ele assumir uma diretoria no inferno.

 

 

 

 

 

 

O TRISAL XI, A CORREGEDORIA E A VARREDURA EM TREMEMBÉ


Tá correndo aí pelo Vale do Paraíba

E em tese ali no complexo penal;

Que a Corregedoria baixou em tremembé

Pra fazer uma varredura geral.

 

Segundo uma fonte que trabalha na feminina

O horário e a ação foram concomitantes;

E os corregedores chegaram com sede

De pegar alguém e anunciar um flagrante.

 

Abismados os guardas da portaria

Abriram passagem pros corregedores;

Que de supetão imbicaram nas salas

E foram direto nos computadores.

 

Copiaram planilhas, abriram arquivos,

Programas e registros de instalação;

Mensagens armazenadas contas de usuários

E-mails e histórico de navegação.

 

Os motivos da lépida operação

As pessoas se deram a perguntar;

Os corregedores estavam atrás de que?

E o que que eles queriam pegar?

 

Alguns leigos queriam saber se era

Uma normativa além do padrão;

Algum processo dúbio de compras

Ou algum BO envolvendo licitação.

 

Uma guarda falou que um ex-coordenador

Fazia tudo com certo macete;

Foi embora, mas varreu muita coisa

Para debaixo do seu tapete.

 

Todavia, dois funcionários da P2 feminina

Preocupados com toda essa bagunça;

Falaram que desconfiam de alguém

Que anda fazendo esse montão de denúncias.

 

Falaram que pode ser uma ex-diretora

Que vivia no pano do coordenador;

Que foi tirada do cargo e prometeu que agora

Vai jogar merda no ventilador.

 

A tal ex-diretora que era muito mandona

Tá com tanto ódio que não se cabe;

Falou se preciso vai dar até nomes

E vai contar em detalhes o que ela sabe.

 

Outra pessoa falou que como envolve sistemas

E a turma não é de pedir ajuda;

Se a corregedoria invadir o RH

É bem capaz de sobrar pra testuda.

 

Falou também que pra tudo explodir

Só bastava ascender essa fagulha;

Que o Gordinho do Fundão estava tão avexado

Que não passava nem uma agulha.

 

As guardas e os guardas da P2 feminina

Sabem bem a vergonha que é;

E estavam torcendo pra corregedoria

Chegar de surpresa em Tremembé.

 

Como a tarefa é árdua e trabalhosa

O esquema é simples, porém certeiro;

Pegar a raposa que anda

Dormindo na porta do galinheiro.

 

 

 

 

 

 

 

A PENITENCIÁRIA FEMININA DE PIRAJUÍ E AS DUAS HORAS DE AMOR


As unidades prisionais do Estado

Mantém informações geralmente restritas;

Principalmente quando envolvem os presos

E consequentemente as visitas.

 

Nos finais de semana há clima de festa

Animosidades e brincadeiras;

E os presos recebem seus pais, seus filhos

E principalmente suas companheiras.

 

Lá dentro as celas eles dividem com lençóis

Pra ter o momento com suas visitas;

Iguais as tendas de Beduínos

Daquelas que têm na Arábia Saudita.

 

Como os barracos geralmente são cheios

E é preciso ter muito decoro em volto;

O preso namora uns quinze minutos

E em seguida libera o espaço pra outro.

 

Nas unidAdes femininas é diferente

Desde o espaço sereno ao lugar;

O visitante chega, pega sua presa

E tem tempo de sobra pra namorar.

 

Entretanto em Pirajuí, na penitenciária feminina

O trabalho tem sido uma dura aflição;

Porque, além de não ter funcionários

São duas horas de visitação.

 

O visitante chega, passa pela revista

Recebe sua presa e aguarda os demais;

Até que após serem liberados

A guarda do posto conduz os casais.

 

Ao chegar no local ela abre as celas

E discretamente averigua o local;

Libera os pombinhos o seu aposento

Para seu enlace nupcial.

 

Duas horas depois a guarda estressada

Retorna amolada ao mesmo lugar;

Fazendo de volta o mesmo trajeto

Com outros casais para namorar.

 

Mas certa guarda que trabalha em Pirajuí

Falou esses dias com uma amiga;

Que ouviu uns barulhos vindo de dentro

Mas não soube dizer se estava tendo uma briga.

 

Ouviu também que uma batida contínua

Passou a aumentar de dentro da cela;

E temeu se era ela batendo nele

Ou se era o ele batendo nela.

 

Como o tempo de visita é muito longo

Diferentemente de outros presídios;

O medo das guardas é que tal violência

Possa acabar num feminicídio.

 

Elas reclamam que duas horas de amor

Com a disposição que o casal tiver;

É o suficiente pra uma mulher acabar com um homem

E um homem acabar com uma mulher.

 

Preocupado o Diretor de disciplina

Falou que assim que acabar o mês de julho;

Vai colocar um abafador nas janelas

Pra guarda lá fora não ouvir o barulho.

 

Mas a guarda falou que independente

Do barulho que vem lá de dentro da cela;

Ela prefere ouvir os gritos da presa

Que ouvir as risadas da Graziela.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O CDP DE TAUBATÉ, O ÁUDIO MISTERIOSO E A PERGUNTA QUE NÃO QUER SE CALAR



O CDP de Taubaté é uma cadeia distante

Onze minutos do centro da cidade;

E considerada uma cadeia antiga

Com vinte e sete anos de idade.


Acontece que num desses dias atrás

Em meio a uma estranha conturbação;

Chegou um caquético depauperado

E foi pago na inclusão.

 

Ao ver a pasta do meliante

Como fora em tantas as vezes;

Viu o Diretor de disciplina

Que se tratava de um artigo duzentos e treze.

 

Apresentando crises de convulsão

O Diretor pediu que expedissem uma guia;

E vendo o estado aviltante do homem

O colocou isolado na enfermaria.

 

Conhecedor do sistema o Diretor de disciplina

Que sempre visou afastar o perigo;

Sabe o que é a cadeia,

O que é a bandeira e o que é o artigo.

 

Feitos os devidos procedimentos

E fazendo o que se deveria fazer;

Levaram o artigo pra uma outra unidade

Que recusou de o receber.

 

Ao retornar para Taubaté o artigo

Lânguido e todo debilitado;

Foi levado às pressas para o PS

Onde acabou ficando internado.

 

Foi então que alguém, não se sabe como

E nem se sabe com qual intenção;

Soltou um áudio falando que o artigo

Teria sido abusado num pavilhão.

 

O áudio que até então é um mistério

Fruto da ideia de um infeliz;

Viralizou pelo Vale do Paraíba

E chegou até às mãos do Juiz.

 

Que deu pulo de raiva e pediu explicações

Em meio à fumaça e à cortina;

E até agora ninguém sabe porque

Pediram a cabeça do Disciplina.

 

Segundo um guarda que ali trabalha

Esse caso está muito confuso;

Com provas que o artigo não foi pro raio

E por isso não pôde ter sofrido o abuso.

 

Teria ocorrido algum infortúnio

Na troca revolta de um fogo amigo;

E alguém gravou e soltou o áudio

Porque sentiu piedade do artigo?

 

Ou o artigo fingindo dissimulado

Como houvera chegado na inclusão;

Pra encobrir suas culpas achou de falar

Que foi abusado no pavilhão?

 

Sem uma profícua investigação

Com a ampla defesa e o contraditório

O Disciplina do CDP de Taubaté

Foi pego pra bode expiatório.

 

Porque na SAP e na Corevale

Sempre foi como o sistema quis;

E vale mais a palavra do preso

Ou os gritos que dá um juiz.

 

O que se espera se é que há justiça

Já que está tudo documentado;

É saber se foi na rua ou se foi na cadeia

Que o “coisa” foi abusado.

 

Descobrir quem foi o autor do áudio,

Se foi apenas uma brincadeira;

Não ficar querendo pôr panos quentes

E parar de tampar o sol com a peneira.